Koulibaly criticou a proibição que impede senegaleses de entrarem nos EUA para a Copa. A restrição foi imposta por Trump em dezembro de 2025 e revoltou o líder da seleção africana.
Após a derrota por 3 a 1 para a França na estreia do Grupo I da Copa do Mundo na terça-feira (16), Kalidou Koulibaly, capitão da seleção senegalesa, expressou sua indignação em relação às restrições de entrada impostas aos torcedores de Senegal pelos Estados Unidos. Em entrevista na zona mista do MetLife Stadium, em Nova Jersey, Koulibaly questionou a proibição que impede a entrada de cidadãos senegaleses no país para assistirem ao torneio. Essa situação é resultado de uma proclamação assinada pelo presidente americano, Donald Trump, em dezembro de 2025, que estabeleceu um veto total ou restrições parciais de viagem para quatro nações que participam do Mundial.
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Além de Senegal, Costa do Marfim, Irã e Haiti também enfrentam dificuldades na emissão de vistos. Apesar de isenções de proibições para atletas, equipes de apoio e familiares diretos, os torcedores ficaram de fora dessa autorização especial, o que gerou críticas. Koulibaly destacou que a federação de futebol do Senegal fez esforços para que familiares e apoiadores pudessem estar presentes, mas reconheceu que muitos torcedores não conseguiram viajar.
Acho que todas as seleções podem ter seus representantes, então eu não entendo porque a África não pode ter seu povo (nos Estados Unidos).
O capitão dos Leões da Teranga reforçou que seu foco está no futebol e não em questões políticas. Para ele, o esporte deve ser um espaço de união e diversão, enfatizando que o mais importante é jogar em nome de seu povo. Senegal terá seu próximo desafio contra a Noruega na segunda-feira (22), às 21h (horário de Brasília), seguido de um confronto com o Iraque no dia 26, às 16h.
A situação das restrições de entrada nos Estados Unidos teve início em julho do ano passado, com a Casa Branca expandindo a lista de países afetados. O governo argumenta que a medida visa conter a imigração ilegal de visitantes que entram no país com vistos B1/B2, necessários para negócios e turismo, o que é crucial para os fãs que desejam acompanhar a Copa do Mundo ao vivo.
Além de Senegal, outros países como Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iémen, Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul, Síria, Serra Leoa e Laos também estão sob proibições similares. Já na lista de restrições para a emissão de vistos estão Angola, Antígua e Barbuda, Benin, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue.
Com essas barreiras, a seleção senegalesa contou com o apoio de membros da diáspora senegalesa nas arquibancadas durante o jogo contra a França. A comunidade no Harlem, em Nova York, se destacou por sua forte conexão com o Senegal.
Outra situação que chamou a atenção foi a do goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que, após um empate histórico com a Espanha, lamentou que sua mãe não pôde assistir ao jogo por problemas de visto. Ele mencionou o impacto emocional que isso teve em sua performance e na sua trajetória pessoal.
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