Transferido do Monaco, Caio Henrique inicia nova fase no futebol holandês após grave lesão. O lateral fala sobre o baque de perder a chance na Copa e diz trabalhar para reconquistar uma vaga na seleção.
Caio Henrique vive um novo capítulo na Europa, mas ainda carrega as marcas de um dos momentos mais difíceis da carreira: a lesão que o tirou da disputa por uma vaga na Copa do Mundo. Depois de deixar o Monaco e se transferir para o Ajax, o lateral-esquerdo tenta usar o recomeço na Holanda também como caminho para retornar à seleção brasileira.
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O impacto emocional da lesão
O jogador descreveu o impacto emocional da lesão sofrida na reta final antes da pré-convocação e disse que chegou a manter esperança de ficar à disposição, apesar da gravidade do problema. A contusão aconteceu no dia 6 de março, durante a vitória do Monaco por 3 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, pelo Campeonato Francês, e foi diagnosticada como uma lesão de grau dois na coxa direita.
Aquele momento na reta final, antes da pré-convocação, foi muito difícil para mim. Porque, com certeza, eu tinha na minha cabeça que podia estar pelo menos brigando por uma das vagas. Só que logo depois eu me machuco e ali vi que realmente seria muito difícil, porque não tinha um tempo de recuperação grande para poder voltar a jogar. E era uma lesão meio chata, que requer muito cuidado na hora de voltar, porque senão você pode ter uma recaída. Mas, enfim, ainda tinha um pouquinho de esperança e acabou não acontecendo.
O tempo real de recuperação
Inicialmente a previsão de recuperação era de até um mês, mas Caio ficou quase dois meses sem atuar e desfalcou o Monaco por seis partidas. O retorno aos gramados ocorreu em 2 de maio, diante do Metz, a apenas 17 dias do anúncio da lista final para a Copa. Sem tempo suficiente para recuperar ritmo de jogo, ele precisou administrar a expectativa e o risco de agravar o problema físico.
Caio Henrique também explicou que os médicos da seleção acompanharam o caso junto aos profissionais do Monaco, mas afirmou que não houve contato direto com a comissão técnica:
Do staff ninguém chegou a falar comigo. Sei que os doutores, o doutor da Seleção junto com o doutor do Monaco, tiveram algumas reuniões, trocaram bastante conversa para entender a situação em que eu estava. Mas não tive nenhum contato direto com o pessoal do staff.
Além do relato sobre a lesão, o lateral comentou o início do trabalho no Ajax e falou sobre sondagens do futebol brasileiro. Ele revelou que houve interesse do Fluminense por sua contratação no período anterior à transferência, mas que naquele momento era inviável por questões financeiras. Caio deixou em aberto a possibilidade de um retorno futuro ao clube carioca.
Se não me engano, um ano, um ano e meio atrás, teve alguma sondagem também do Fluminense com os meus agentes. Mas, naquele momento, era inviável, até por questões financeiras, eu voltar. Mas fico extremamente feliz, extremamente honrado por saber do interesse do Fluminense. E quem sabe um dia voltar a vestir o manto tricolor. Sempre que dá, estou assistindo aos jogos e nunca deixo as portas fechadas, porque a gente sabe como o futebol é. E por que não um dia poder voltar a jogar pelo Fluminense?
Você pode gostarPatrocinado · MGIDCaio também recordou a influência de Fernando Diniz na mudança de posição que considera decisiva para relançar sua carreira e falou sobre o desafio de enfrentar estrelas do Paris Saint-Germain quando atuava pelo Monaco. Sobre os duelos contra Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar, ele afirmou que a responsabilidade e a pressão ficam do outro lado, o que às vezes o deixava mais solto em campo.
Com certeza você fica um pouco mais nervoso. Pelo menos nas vezes em que a gente enfrentou os três, eles não estavam tão inspirados, então foram jogos parelhos. Outros times não tiveram a mesma sorte. Mas, ao mesmo tempo, quando começa o jogo, você meio que tira essa pressão, porque a pressão está toda do outro lado. A gente fala que a responsabilidade é deles, a obrigação é deles. Então, muitas vezes, você acaba fazendo o jogo até mais solto, mais tranquilo, por estar jogando contra todos esses craques.
O impacto emocional das primeiras semanas após a lesão foi destacado pelo jogador. Ele disse que as duas primeiras semanas foram as mais difíceis, ao tentar assimilar a situação e entender que só um fato especial permitiria uma recuperação rápida. Em seguida, focou na reabilitação e no cuidado para não acelerar o retorno e correr risco de recaída.
As duas primeiras semanas logo depois da lesão foram as semanas mais difíceis, porque você tenta assimilar tudo aquilo. Você começa a perceber que não vai ter tanto tempo para recuperar, que ali só se acontecesse algo especial para você voltar e recuperar rápido. Então são as semanas mais difíceis, de você tentar entender. Mas logo depois botei na minha cabeça que o mais importante era voltar, me recuperar. Ao mesmo tempo, também não podia acelerar as coisas, porque às vezes você pode correr muito risco e acabar se lesionando outra vez, e pior.
Mesmo fora da Copa, Caio acompanhou a campanha da seleção e torceu pelos amigos que participaram do torneio:
Depois você começa a aceitar. As coisas são como são. Infelizmente, é o nosso trabalho. Tentei ficar o mais positivo possível. Torci para caramba para a Seleção, porque tem alguns amigos que participaram da Co
Caio Henrique terá neste sábado o primeiro grande clássico com a camisa do Ajax: o time de Amsterdã recebe o PSV, pelo Campeonato Holandês, às 15h (de Brasília).



