O peso-médio Caio Borralho, do UFC, contou que uma decisão tomada fora do octógono foi determinante para a evolução de seu jogo. O maranhense, que recentemente sofreu a primeira derrota na organização, disse ter recorrido a um plano traçado pelo técnico Pablo Sucupira para suprir deficiências na trocação.
Mudança de rota
Em entrevista ao podcast “Direto de Vegas”, do portal Ag Fight, Borralho lembrou que, no início da carreira, dependia quase exclusivamente do grappling. Depois de nocautear na estreia em São Paulo, voltou ao Maranhão para encarar um rival invicto (5-0). Apesar de derrubar o adversário seis vezes no round inicial, ficou exausto e perdeu a luta ao tentar se manter de pé.
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O revés levou Sucupira, head coach da equipe Fighting Nerds, a sugerir um afastamento temporário do MMA. O objetivo era adquirir confiança na trocação antes de retornar ao cage. “Ficamos um ano rodando São Paulo”, recordou o atleta, que disputou entre 20 e 25 combates de boxe, muay thai e kickboxing nesse período.
Confronto evitado
Nessa fase de adaptação, Borralho participou do Campeonato Paulista de boxe e foi eliminado nas quartas de final. O resultado acabou encarado com alívio: o próximo oponente seria Alex Pereira, o “Poatan”, futuro campeão em duas categorias do UFC. O maranhense brinca que teria “perdido dez anos de vida” se o duelo tivesse acontecido, já que Pereira venceu sua semifinal por interrupção médica.
Com o repertório em pé reforçado, Borralho voltou ao MMA mais completo, característica que o ajudou a se consolidar entre os principais nomes da divisão até 84 kg no cenário internacional.


