A Confederação Africana de Futebol (CAF) deu início neste domingo, 29, a uma ampla revisão de seus estatutos e normas disciplinares. O presidente Patrice Motsepe informou que a medida responde diretamente aos problemas administrativos que se seguiram à última final da Copa Africana de Nações, quando o título conquistado em campo por Senegal foi posteriormente transferido para o Marrocos.
Após a decisão da entidade, a Federação Senegalesa levou o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). Mesmo assim, a seleção do Senegal decidiu exibir o troféu no sábado, 28, durante um amistoso, recusando-se a entregá-lo aos marroquinos.
📖 Leia Também
Exibição do troféu como ato de protesto
Diante de milhares de torcedores, o capitão Kalidou Koulibaly e o goleiro Edouard Mendy lideraram a equipe senegalesa em uma volta olímpica, segurando o troféu da competição. O gesto simbolizou o descontentamento do elenco com a decisão da confederação e reforçou o impasse entre o país e a CAF.
Entenda a punição
A confusão começou na final vencida por Senegal por 1 a 0, na prorrogação, frente ao Marrocos. Durante o confronto, os senegaleses deixaram o gramado por alguns minutos em protesto contra a arbitragem. Amparado pelos Artigos 82 e 84 do seu regulamento, que determinam derrota por W.O. em caso de recusa de jogo, o Comitê de Apelações da CAF anulou o resultado e declarou o Marrocos campeão.


Imagem: Internet
Com o processo agora sob análise do CAS, a direção da CAF afirma que a reformulação das regras deve evitar novos episódios semelhantes e aumentar a transparência nas decisões disciplinares.

