A Cadillac informou que segue dentro do planejamento para ingressar na Fórmula 1 em 2026 como 11ª equipe do grid. Enquanto o treino livre do GP dos Estados Unidos começava às 14h30 (de Brasília) em Austin, um grupo de engenheiros trabalhava no centro técnico da General Motors, em Charlotte, realizando uma sessão completa de simulador com o protótipo virtual do carro.
De acordo com Pat Symonds, consultor técnico da escuderia, o exercício reproduz uma sexta-feira de fim de semana sprint: “É muito realista; há um piloto no simulador reclamando do carro, e buscamos melhorá-lo para a próxima sessão”, explicou. Em ocasiões anteriores, no GP da Espanha, surgiram tantos contratempos que o teste só foi repetido três meses depois, no GP da Itália.
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Primeiro chassi perto do crash test
Symonds revelou que o primeiro chassi está quase pronto e será submetido aos testes de impacto “nas próximas semanas”. O procedimento ocorre mais cedo que o habitual, pois a equipe optou por um monocoque conservador, podendo começar o campeonato com peso maior, e aposta mais agressiva na aerodinâmica.
“Há exames muito rigorosos para aprovação do chassi. Construímos um modelo inicial no segundo trimestre e agora chegamos ao chassi voltado à corrida. O teste de homologação já está marcado”, afirmou.
Crescimento acelerado do quadro
Montar uma equipe do zero em 364 dias, contados entre a aprovação oficial em 7 de março deste ano e o primeiro treino livre de 2026 na Austrália, é o principal desafio. O número de funcionários no Reino Unido saltou de 159 no início do ano para 209 após a confirmação da inscrição, e atualmente chega a 426.
“Construir carros de F1 nunca é fácil; já fiz cerca de 40. Mas criar toda a infraestrutura, processos e logística não acontece com frequência”, ressaltou Symonds.
A Cadillac estreará com motores Ferrari e terá Sergio Pérez e Valtteri Bottas como titulares.


