Com novo esquema tático, a Seleção virou a chave após empate com o Marrocos. Ancelotti adotou o 4-3-3 e o Brasil mostrou outra cara no Mundial.
A seleção brasileira conquistou uma vitória convincente sobre o Haiti na última sexta-feira (19), com o placar de 3 a 0, após um empate na estreia da Copa do Mundo contra o Marrocos. Essa vitória não só garantiu os três pontos, mas também evidenciou mudanças táticas significativas no time comandado por Carlo Ancelotti.
📖 Leia Também
No jogo contra o Haiti, o Brasil abandonou o 4-2-3-1 utilizado na estreia e adotou um 4-3-3 mais tradicional, lembrando os esquemas de jogo de Pep Guardiola. Essa mudança tática permitiu que a equipe se instalasse com mais efetividade na zona central do campo, contrastando com a postura defensiva que teve contra os marroquinos.
“O time foi até ‘cruyffista’ nas suas ideias: procurava primeiro a profundidade, com jogadores fixando a última linha defensiva e passes para frente, constantemente furando as linhas adversárias”
Os números confirmam essa análise. Segundo dados oficiais da FIFA, o Brasil conseguiu 105 quebras de linha defensiva contra o Haiti, superando as 89 quebras feitas na partida anterior. Essa capacidade de romper a linha adversária foi uma das chaves para a vitória, evidenciando uma postura mais agressiva, mesmo que a equipe tenha registrado menos passes recebidos no último terço do campo durante a partida.
O desempenho individual dos jogadores também reflete essa mudança. Enquanto na estreia os laterais Douglas Santos e Danilo lideravam as tentativas de quebra de linha, na vitória contra o Haiti, o defensor Marquinhos registrou 22 quebras, um aumento considerável em relação às 9 da partida anterior. Outros jogadores, como Gabriel Magalhães, Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, também mostraram um aumento significativo nesse aspecto.
A maneira como os jogadores se posicionaram para receber a bola também foi diferente. O Brasil acumulou 89 ofertas de passe a mais em comparação com o jogo contra o Marrocos, com Bruno Guimarães se destacando ao se oferecer 77 vezes, superando as 61 ofertas de Vinicius Júnior na partida anterior.
No aspecto defensivo, a seleção brasileira mudou sua abordagem, permitindo que o Haiti tentasse a construção por dentro, onde era mais vulnerável. O Brasil passou 51% do tempo defensivo em bloco médio ou baixo, contrastando com os 35% na estreia. Essa alteração na postura defensiva resultou em Casemiro liderando o número de bolas recuperadas, com 13, em comparação com apenas 4 na partida anterior.
Embora a vitória tenha sido contra um adversário considerado mais fraco, a mudança de comportamento da equipe de Ancelotti foi notável, especialmente no primeiro tempo. Agora, resta saber se essa será a nova identidade da seleção brasileira para o restante da Copa do Mundo.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2FMatheus-Cunha-comemora-gol-pela-selecao-brasileira-contra-o-Haiti-na-Copa-do-Mundo-scaled.jpg)
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2FMatheus-Cunha-comemora-gol-pela-selecao-brasileira-contra-o-Haiti-na-Copa-do-Mundo-scaled.jpg)

