A pergunta que permeia os debates esportivos é: o Brasil precisa temer o Japão? A resposta, como sempre, depende de qual Brasil estamos analisando. O Brasil de 2025, que sofreu uma virada para o Japão em Tóquio, gerando descontentamento entre os torcedores, ou o Brasil que recentemente venceu a Escócia por 3 a 0, demonstrando sinais de recuperação e organização?
Os números parecem favoráveis ao Brasil. Em 14 confrontos entre as seleções, o Brasil alcançou 11 vitórias, empatou duas vezes e perdeu apenas uma. Contudo, a Copa do Mundo tem o hábito de desconsiderar este histórico quando as partidas começam a ser disputadas. Um exemplo claro disso foi o que ocorreu com o Equador, que surpreendeu a Alemanha, garantindo sua classificação ao mata-mata.
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A única vitória do Japão sobre o Brasil não pertence a um passado distante, mas sim ao último ano em Tóquio. Naquela ocasião, a seleção brasileira abriu 2 a 0, mas acabou sendo derrotada por 3 a 2. Em campo estavam jogadores como Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Vinicius Júnior, todos titulares indiscutíveis, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti. Portanto, não se tratava de um amistoso com reservas, o que torna essa derrota ainda mais significativa.
Isso significa que o Japão é o favorito? De maneira alguma. No entanto, desmonta a ideia de que o Brasil terá uma partida fácil ao iniciar o mata-mata. O Japão, nos últimos anos, evoluiu consideravelmente. Embora não tenha estrelas como as grandes potências do futebol, formou uma equipe competitiva, disciplinada e inteligente. Possui jogadores incansáveis que marcam seus adversários durante os 90 minutos, o que pode ser um desafio para qualquer equipe.
Entretanto, o Japão também apresenta fragilidades. O time enfrenta dificuldades quando precisa assumir a iniciativa do jogo e, apesar de sua determinação, não possui a mesma força física de algumas seleções. Em jogadas aéreas, costuma sofrer e esse é um aspecto que Ancelotti deverá explorar em sua estratégia.
O Brasil deve temer o Japão? Embora a seleção japonesa não seja uma potência assustadora, também não é uma adversária subestimável. No entanto, a equipe de Ancelotti continua sendo a favorita e tem a obrigação de demonstrar isso em campo. O que se espera é que o Brasil confirme sua superioridade, mesmo que enfrente um ou outro susto durante a partida.

