O Marrocos está realizando uma campanha de altíssimo nível até aqui na Copa do Mundo 2026. Invicto diante de Brasil, Escócia, Haiti e Países Baixos, os Leões do Atlas chegaram às oitavas de final, onde enfrentam o Canadá neste sábado, às 14h (de Brasília). No entanto, em meio a essa dinâmica coletiva muito positiva, uma dúvida cresce: onde está Brahim Díaz?
Brahim Díaz, jogador do Real Madrid, havia iniciado o torneio de forma perfeita. Ele contribuiu com uma assistência espetacular contra o Brasil para Ismaël Saibari, seguida de mais uma diante da Escócia para o gol relâmpago do recém-contratado pelo Bayern. Nesse momento, Díaz parecia confirmar seu novo status de líder ofensivo da seleção marroquina.
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Desde então, porém, seu rendimento tem sido muito menos convincente. Em partida contra o Haiti, Díaz ficou apagado, com uma atuação marcada por inúmeras perdas de bola, escolhas erradas e uma contribuição defensiva insuficiente no segundo gol haitiano. O mesmo diagnóstico se repetiu contra os Países Baixos, onde ele se mostrou incapaz de criar qualquer perigo e ficou praticamente invisível durante toda a partida.
“Brahim foi o artilheiro da última Copa das Nações Africanas e joga no Real Madrid. É um grande jogador e vai nos oferecer muito. Esperamos mais dele porque é um dos nossos melhores jogadores. Ele deu duas assistências nos dois primeiros jogos e não estou culpando ninguém. Vamos dar a ele o apoio e a confiança de que precisa para ser efetivo no próximo jogo e nos ajudar a conseguir a classificação”, afirmou Mohamed Ouahbi, técnico da seleção marroquina.
Essa queda de nível é notável, especialmente porque esta Copa do Mundo também deveria ser a da redenção pessoal para Brahim. Alguns meses antes, na final da Copa das Nações Africanas, ele deixou uma marca na memória dos torcedores marroquinos, mas pelos motivos errados. A tentativa de cavadinha desperdiçada na disputa de pênaltis ainda está fresca na lembrança de muitos, incluindo alguns companheiros de equipe, com boatos de tensão surgindo após o episódio.
Apesar das críticas, o ponta-direita continua a contar com a confiança total do treinador e do público. Um jogador do seu talento é naturalmente cobrado com mais rigor quando atravessa uma fase menos brilhante. Ouahbi, em coletiva recente, demonstrou claramente a vontade de proteger um dos pilares do grupo, traduzindo o estado de espírito da comissão técnica: nenhuma preocupação, mas um desejo claro de apoiar Brahim.
Seria injusto, aliás, resumir a passagem de Brahim Díaz pela seleção marroquina às duas últimas atuações. Desde que optou por representar os Leões do Atlas em 2024, ele acumula um balanço excepcional: 30 jogos, 25 vitórias, cinco empates e nenhuma derrota. Ele se tornou progressivamente o verdadeiro líder técnico dessa seleção e artilheiro da última Copa das Nações com cinco gols.
Agora, resta a Brahim reencontrar seu melhor nível no momento em que a competição entra em sua fase mais exigente. Diante do Canadá, os Leões do Atlas vão precisar mais do que nunca de um Brahim Díaz em alta forma. Este pode ser o momento ideal para recordar ao mundo por que ele é considerado um dos melhores jogadores africanos de sua geração.
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