O Botafogo segue enfrentando dificuldades para montar sua linha defensiva no Campeonato Brasileiro, mas o zagueiro Gabriel Silva, contratado junto ao Volta Redonda, continua praticamente sem espaço. Desde que chegou, o defensor entrou em campo apenas três vezes.
Seu último jogo ocorreu em 4 de outubro, na derrota por 2 a 1 para o Internacional. Na ocasião, ele começou entre os titulares, porém foi substituído no intervalo. Mesmo com lesões de colegas de posição, como Kaio Pantaleão, Gabriel não voltou a ser utilizado.
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Para cobrir as ausências, o técnico recorreu a improvisações. O lateral-esquerdo Marçal foi escalado na zaga contra Flamengo e Ceará, enquanto o volante Newton exerceu a função diante do Santos, no domingo passado.
Decisão técnica
Questionado sobre a escolha, o treinador explicou que buscava um zagueiro mais veloz ao lado de Barboza, com melhor saída de bola. “Precisava de um jogador mais rápido do lado do Barboza, porque queria um jogador de boa saída de bola. […] Gabriel é um jogador profissional que treina bem, só tem má sorte que o treinador não o colocou hoje”, resumiu.
A preferência por defensores móveis, capazes de atuar em bloco médio e iniciar jogadas, pesa contra Gabriel Silva, cujo estilo não se encaixa plenamente na proposta de jogo.
Contrato e cláusula
Emprestado até 30 de março de 2026, o zagueiro tem cláusula de compra obrigatória de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,3 milhões) caso complete 900 minutos no Brasileirão. Até o momento, soma apenas 145 minutos com a camisa alvinegra.
Sem previsão de novas oportunidades, Gabriel Silva permanece como opção no banco enquanto o clube tenta reorganizar a defesa para a sequência da temporada.

