Gabriel Bortoleto fechou em 9º e voltou ao Q3 pela quarta vez na temporada. Após rodar no Q1 e quase ser eliminado, ele explicou os tapas no capacete captados pelas câmeras.
Gabriel Bortoleto conquistou o nono melhor tempo na classificação do GP da Holanda, disputada na tarde deste sábado em Zandvoort, e garantiu mais um lugar entre os dez primeiros do grid na temporada 2026 da Fórmula 1. A vaga no Q3 foi a quarta do ano para o piloto, que já havia alcançado a fase decisiva em Melbourne, Suzuka e Spa-Francorchamps.
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O susto de Bortoleto no Q1
O resultado foi construído após um susto no Q1: Bortoleto rodou ao tentar melhorar a volta e por pouco não ficou fora das 16 vagas que avançaram para o Q2. A imagem do piloto dando tapas no próprio capacete enquanto ainda pilotava o carro da Audi se tornou uma das cenas mais comentadas da sessão.
Após a classificação, o piloto comentou o episódio e avaliou a própria postura em pista, lembrando que se exige muito para evoluir. Em referência ao erro e à cobrança pessoal, ele afirmou:
A autocrítica do piloto brasileiro
“Eu me cobro muito, eu sempre fui uma pessoa assim. Acho que a única maneira de a gente melhorar é se cobrando e aceitando os nossos erros. A verdade é que eu tinha um carro hoje para lutar pelo Q3. Com aquele erro eu poderia ter caído no Q1, porque depois eu não ia conseguir recuperar. Obviamente, sei que posso tomar certos riscos no Q1, porque eu tenho um carro bom hoje, que dá para passar para o Q2 de forma relativamente fácil.”
Nos minutos finais do Q1, Bortoleto precisou melhorar a volta porque ocupava a 17ª posição, justamente a colocação do primeiro eliminado na classificação. Ele explicou as dificuldades encontradas na primeira tentativa da sessão e como isso comprometeu a aderência na volta decisiva.
“Hoje o Q1 foi difícil, porque a gente decidiu fazer uma volta de aquecimento no primeiro set, que foi terrível, porque não funcionou para mim, eu tinha zero aderência. Tive que deixar muita gente passar, então também fui muito para o lado sujo da pista. Quando eu comecei a volta eu não tinha aderência nenhuma nos pneus e eu só tinha uma volta para entregar no segundo set e quase perdi. Então, realmente, não foi fácil, mas eu também tenho que ser sincero comigo que eu fiz um bom trabalho no Q2, no Q3 e consegui me colocar no lugar que eu tinha que estar.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDSegundo o piloto, a reação física após o erro serviu como uma forma de liberação emocional que o ajudou a retomar o foco para as fases seguintes da classificação.
“Eu estava realmente muito chateado porque eu quase caí do Q1, eu poderia muito bem ter rodado ali, eu passei muito perto. Mas a volta foi muito boa depois daquele erro e eu consegui ainda colocar uma volta muito decente no placar ali. Mas eu não estava me sentindo confortável com o carro igual eu senti ontem na classificação sprint. E aí eu falei: \”Cara, eu preciso voltar, preciso soltar toda essa adrenalina que está presa dentro de mim\”. Depois daquilo eu acho que eu fiquei muito mais tranquilo. Respirei umas três vezes ali e fui para o Q2 muito mais relaxado e acertei tudo que tinha que acertar no Q2 e no Q3 hoje.”
Foi a quarta vez na temporada em que Bortoleto colocou o carro da Audi no Q3, igualando as presenças em Melbourne, Suzuka e Spa-Francorchamps. Em duas dessas três ocasiões, o piloto marcou pontos, o que mantém a expectativa de mais uma boa oportunidade de terminar entre os primeiros na corrida de domingo.
Questionado sobre o balanço do sábado e se dormiria satisfeito com o desempenho, ele disse que sairia feliz com a sessão, mas que ficaria ainda mais satisfeito se entregasse o resultado esperado na prova.
“Vou dormir feliz. Eu sempre gosto de sair de uma sessão falando que fiz em todas as voltas as melhores que eu podia, como foi também ontem na classificação sprint. Mas vou dormir melhor ainda amanhã se eu entregar o resultado que tem que entregar.”



