São Paulo, SP, 06 – A suspensão do cartão vermelho do atacante Folarin Balogun ainda gera repercussão no cenário esportivo durante esta Copa do Mundo. O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, se manifestou sobre a decisão da entidade, que revogou a punição automática que o jogador deveria cumprir.
Em suas redes sociais, Blatter criticou a medida e ressaltou que o “futebol jamais deve se tornar um terreno para o exercício de poder político”, enfatizando a importância das regras que regem o esporte.
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“Cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. Eles são revertidos com base em regras, evidências e decisões de órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém junto ao presidente da Fifa – e um jogador é repentinamente liberado antes de um jogo de mata-mata da Copa do Mundo -, a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis (Para onde vais), Fifa?”
A controvérsia surgiu durante o jogo entre Estados Unidos e Bósnia, válido pela segunda fase da Copa do Mundo, que marca o início das partidas eliminatórias do torneio. Balogun foi expulso após pisar no tornozelo de Tarik Muharemovic. Inicialmente, o lance seguiu sem penalização, mas uma solicitação de revisão pelo VAR levou à sua exclusão da partida.
De acordo com informações do jornal The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria feito uma ligação para Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, solicitando a anulação do cartão vermelho na quarta-feira passada, após o jogo. Conforme o Código Disciplinar da Fifa, Balogun deveria cumprir a suspensão na partida contra a Bélgica, agendada para esta segunda-feira, às 21h.
A situação levanta questionamentos sobre a integridade do processo disciplinar da Fifa e a influência política nas decisões que afetam diretamente os atletas e o andamento do torneio. A decisão de revogar a suspensão de Balogun pode ter implicações para a credibilidade da entidade máxima do futebol.

