Coritiba e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 19h30, no Couto Pereira, pela 24ª rodada. Bill lembra a passagem pelo Corinthians em 2009, o encontro com o ídolo Ronaldo e o auge da carreira no Coxa.
Coritiba e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 19h30 (de Brasília), no Couto Pereira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo reúne dois clubes que fizeram parte da trajetória do ex-atacante Bill: o Timão, onde conviveu com grandes nomes do futebol, e o Coxa, palco do momento mais marcante de sua carreira.
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A passagem de Bill pelo Corinthians
A passagem de Bill pelo Corinthians, em 2009, foi marcada pelo encontro com um ídolo de infância. Chegando ao clube após destaque pelo Bragantino na Série B, o atacante recordou a primeira impressão ao acompanhar de perto um dos principais jogadores do elenco da época.
“Eu saindo do Bragantino… Cheguei no Ronaldo, fiquei olhando muito para o Ronaldo. Aí, ele falou para mim assim: ‘por que você está me olhando?’. Eu falei para o Ronaldo assim: ‘pô, Ronaldo, desculpa, mas eu batia figurinha tua e hoje eu estou jogando aqui com você’. Aí ele: ‘aqui é Corinthians, pô’.”
Ronaldo como referência no Timão
No Timão, Ronaldo Fenômeno era referência após conduzir o clube a títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Roberto Carlos também integrou o elenco posteriormente. Bill teve participação mais discreta em campo, mas ganhou experiência ao conviver com atletas de destaque.
Bill chegou ao Coritiba em 2010 e, em 2011, sob o comando de Marcelo Oliveira, viveu a temporada de maior projeção. Naquele ano, marcou 27 gols e fez parte de um time que conquistou o Campeonato Paranaense de forma invicta, chegou à final da Copa do Brasil e acumulou uma sequência de 24 vitórias consecutivas, registrada no Guinness Book.
Na Copa do Brasil, Bill teve papel importante: nas quartas de final, marcou na goleada por 6 a 0 sobre o Palmeiras, no Couto Pereira, garantindo a classificação para a semifinal. Na decisão contra o Vasco, marcou na vitória por 3 a 2 no Couto Pereira, placar que não evitou o título do adversário.
“Agora machucou o coração. Coritiba para mim é a minha casa, aonde todos me respeitam, e esse carinho é recíproco. Eu agradeço toda a torcida coxa-branca, porque isso faz parte da minha história, porque aqui eu fiz um nome e fiz um legado.”
O grito de “Bill, Bill, Bill” nas arquibancadas virou marca daquela geração e, segundo o atacante, tende a permanecer associado ao seu nome por muitos anos.
“Vai ser difícil, vai ser difícil tirar esse ‘Bill, Bill, Bill’. Tenho certeza que pode demorar uns 20 anos para mais, mas esse grito, esse legado que eu estou levando até hoje, de quando chega no estádio é ‘Bill, Bill, Bill’. E isso vai ficar guardado, vai ficar lembrado sempre para todo mundo.”
A boa fase em 2011 fez Bill desejar ficar no Coritiba, mas a situação contratual o levou de volta ao Corinthians em 2012. Em seguida, passou por outros clubes, incluindo o Santos, onde também diz ter deixado sua marca.
“Na verdade eu queria ter ficado no Coxa, pela campanha que nós apresentávamos naquele momento. O time, o elenco que nós tivemos naquele ano foi muito bom. E, na verdade, eu não queria ter voltado. Mas, graças a Deus, também voltei para o Corinthians, fiz a minha história. E depois dali eu fui para o Santos, onde fiz a minha história também.”
Bill ressalta que o grupo de 2011 foi singular e difícil de ser repetido no futebol brasileiro contemporâneo, lembrando tanto as conquistas coletivas quanto os feitos individuais que consolidaram seu vínculo com o Coritiba.
“Na verdade aquele elenco é maravilhoso. Se for ver hoje no futebol brasileiro, ter um time que nem nós tivemos é muito difícil, porque foi um time muito vitorioso. Entramos para o Guinness. E eu acho que vai ser difícil o Coxa fazer um time como esse, porque jogar com esses jogadores também foi muito importante para mim, foi muito importante para minha carreira.”
Às vésperas do confronto no Couto Pereira, que também terá o Coritiba tentando quebrar um jejum de 15 anos contra o Corinthians no estádio, a história de Bill aparece como elo entre as duas torcidas e como lembrança de uma temporada que marcou profundamente seu currículo.


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