Ex-diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte tornou pública sua discordância em relação à estratégia financeira adotada pelo presidente Julio Casares. Após comandar o departamento de 2021 a dezembro de 2025, o dirigente agora atua como conselheiro e, mesmo alinhado politicamente à gestão, questiona a prioridade dada à redução de despesas.
Déficit elevado e reforços sem investimento
No último balanço, o clube fechou 2024 com déficit de R$ 287,6 milhões e dívida total de R$ 912 milhões. Para 2025, o Tricolor contratou nove jogadores — Oscar, Tapia, Cédric, Wendell, Enzo Díaz, Juan Dinenno, Rafael Tolói, Rigoni e Maílton — todos sem custo de aquisição de direitos econômicos.
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Belmonte defende que apenas cortar gastos não basta para recolocar o São Paulo entre os principais competidores do país. “Não existe resultado sem investimento. Palmeiras e Flamengo investem mais, contratam mais atletas e colhem resultados”, afirmou o ex-diretor.
Risco esportivo no horizonte
Apesar da política de austeridade, Belmonte não acredita que o clube corra perigo de rebaixamento em 2025, mas prevê um cenário de mediocridade caso novos aportes não sejam realizados. “Se não investirmos, continuaremos sendo time de meio de tabela; num ano um pouco pior, o risco de queda pode aparecer”, disse.
O dirigente argumenta que a discussão central deve equilibrar redução da dívida e formação de elenco competitivo. “O são-paulino quer a redução da dívida a todo custo ou um projeto que também mire resultados esportivos? Essa é a questão que precisa ser debatida”, concluiu.
Mesmo com as divergências, Carlos Belmonte segue no Conselho Deliberativo e mantém apoio institucional à gestão de Julio Casares.

