O elenco do Avaí decidiu interromper as atividades nesta semana, em Florianópolis, após o empate por 2 a 2 com o Vila Nova, pela 36ª rodada da Série B. A paralisação é motivada por atrasos de dois meses nos salários regidos pela CLT e três meses nos direitos de imagem, além do não pagamento da premiação pelo título catarinense.
A crise financeira não é novidade no clube. Em agosto, antes da partida contra o Amazonas, os atletas já haviam boicotado treinos e recusado concentração; naquela ocasião, o Avaí foi derrotado por 2 a 1 na Ressacada.
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Compromissos descumpridos
A diretoria anterior havia pactuado a mudança da data de pagamento do dia 5 para o dia 25 de cada mês, alegando problemas de fluxo de caixa. O acordo, porém, não vem sendo cumprido, o que aumentou a insatisfação do grupo.
Novo comando
No último domingo (9), o advogado Bernardo Pessi, 34 anos, foi eleito presidente para o quadriênio 2024-2027, ao lado do vice Carlos Schmidt. Ele substituirá Júlio César Heerdt a partir de janeiro e já admitiu que o equilíbrio financeiro será prioridade.
“Temos uma Recuperação Judicial e uma Transação Tributária em andamento, e o crédito extraconcursal gira em torno de R$ 30 milhões. Precisamos reduzir despesas, aumentar receitas e honrar os salários atrasados”, afirmou Pessi, que iniciou conversas com funcionários, comissão técnica e jogadores.
Desempenho em campo
Mesmo com o ambiente conturbado, o Avaí soma seis jogos de invencibilidade na Série B — três vitórias e três empates — e ocupa a nona colocação, com 52 pontos, já sem chances de acesso. O próximo compromisso está marcado para sábado (15), às 16h30, contra o Remo, na Ressacada, pela 37ª rodada.
O retorno aos treinos permanece indefinido. Os atletas aguardam um posicionamento oficial da diretoria sobre o pagamento dos vencimentos para decidir se retomam as atividades.

