A Audi divulga hoje a pintura do carro que marcará sua estreia na Fórmula 1, em evento realizado na capital alemã. A equipe de Gabriel Bortoleto entra na categoria em 2026 desenvolvendo o próprio propulsor e, assim como a Red Bull Powertrains, conta com incentivos regulamentares para tornar a transição menos desigual.
Mais verba para desenvolvimento
Por determinação técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Audi e Red Bull Powertrains receberam US$ 10 milhões adicionais em 2023 e 2024, além de US$ 5 milhões em 2025, primeiros anos de trabalho na nova unidade de potência. Ambas também puderam aplicar outros US$ 10 milhões em infraestrutura.
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No caso da Audi, o valor foi usado para ampliar em 3 000 m² o Centro de Competência de Automobilismo, inaugurado em 2014, onde agora ficam os bancos de provas de Fórmula 1. Já a Red Bull ergueu o prédio da Red Bull Powertrains (RBPT) ao lado da fábrica do chassi em Milton Keynes, Reino Unido.
Tempo extra de bancada
Além do aporte financeiro, as duas novatas dispõem de até 30% mais horas de testes em dinamômetro. Essa margem permite submeter o motor a ciclos completos de simulação de corrida, com trocas de marcha, frenagens e reacelerações, o que também facilita o desenvolvimento do combustível 100% sustentável exigido pelo novo regulamento.
Desafios do novo regulamento
Os propulsores de 2026 vão triplicar a energia recuperada pelo sistema elétrico, mas perderão um dos geradores atuais. Ao mesmo tempo, o motor a combustão passará a usar exclusivamente combustível sintético.
Para a Audi, o projeto é distribuído em três polos: fabricação do motor em Neuburg (Alemanha), produção do carro em Hinwil (Suíça) – antiga sede da Sauber, reformada – e um centro de excelência recém-aberto na Inglaterra. A Red Bull, por sua vez, integra todas as áreas em Milton Keynes.
Possíveis concessões posteriores
A regulamentação prevê nova análise de desempenho em três momentos da temporada de 2026 (após a 6ª, 12ª e 18ª etapas). Se uma fornecedora estiver 2% atrás da concorrência, poderá escolher entre mais orçamento, mais horas de dinamômetro ou re-homologação da unidade. Um déficit de 4% ou mais autoriza a selecionar duas dessas opções.
Embora a regra tenha sido articulada por Audi e Red Bull para evitar grande defasagem inicial, ambas trabalham para não recorrer às concessões extras.


