A Audi encerrou a primeira semana de testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein com 344 voltas completadas e um novo desenho de sidepods, desempenho que levou o chefe de equipe Jonathan Wheatley a classificar o avanço desde o shakedown de Barcelona como “significativo”.
Em janeiro, a estreia do carro em Montmeló foi marcada por uma série de problemas que limitaram a quilometragem. Na ocasião, Mattia Binotto, responsável pelo projeto, descreveu a lista de pendências como “a maior” que já vira na carreira. No Bahrein, Wheatley adotou tom mais otimista.
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“Acho que os gremlins ainda estão por aí, mas estamos eliminando um a um”, disse o dirigente em entrevista coletiva no circuito de Sakhir. “Fomos a primeira equipe a colocar este carro de última geração na pista. Desenvolvemos nossa própria unidade de potência e câmbio, enquanto as demais têm cerca de 20 anos de experiência nesse componente. Os passos dados desde Barcelona foram expressivos. Na Espanha, nossas operações pareciam um pouco pesadas, mas agora tudo começa a se encaixar.”
Questionado se a lista citada por Binotto diminuiu, Wheatley explicou que o processo é contínuo: “Se for como a minha, ela só cresce. Você risca alguns itens e logo acrescenta outros dez. É ótimo, porque nunca ficamos entediados. No dia em que a lista acabar, será o dia em que eu irei embora.”
A equipe segue nos preparativos para a segunda fase dos testes, quando pretende validar as soluções introduzidas e continuar a busca por confiabilidade total antes da abertura oficial do campeonato.


