Atlético-MG ficou no 0 a 0 com o Juventude pelas oitavas e frustrou a torcida. Domínguez manteve a base, surpreendeu ao escalar Dudu por Preciado e viu o time sufocar diante da forte marcação.
O Atlético-MG enfrentou o Juventude em um jogo pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2026 e ficou no empate sem gols, deixando os torcedores frustrados. Após a vitória contra o Palmeiras, que lidera o Brasileirão, a expectativa era de que o time mostrasse um desempenho sólido em busca da vaga nas quartas de final. No entanto, o que se viu foi uma equipe com dificuldades em superar a marcação adversária.
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O técnico Domínguez optou por manter a base da equipe que venceu o Palmeiras, mas surpreendeu ao escalar Dudu em vez de Preciado. O atacante não era titular desde abril, quando participou de um jogo contra o Cienciano pela Sul-Americana.
O Atlético começou controlando o jogo, especialmente no primeiro tempo, em que a posse de bola foi evidente a partir dos 20 minutos. Apesar disso, a equipe enfrentou problemas com a falta de velocidade, o que dificultou as investidas contra a defesa do Juventude, que se mostrou sólida e organizada.
Uma das tentativas do Galo foi explorar o lado esquerdo, onde Bernard e Lodi tentaram boas combinações. Em uma das jogadas, Lodi entrou na área e exigiu uma defesa do goleiro adversário. Porém, a cena mais comum nos primeiros 45 minutos foi o Atlético movimentando a bola de um lado para o outro, sem conseguir encontrar espaços, enquanto o Juventude se defendia bem, mas não criava oportunidades significativas de ataque.
A situação do jogo começou a mudar aos 39 minutos, quando o Juventude conseguiu duas boas chegadas. Em uma delas, Raí Silva finalizou para fora, enquanto na segunda, a bola atravessou toda a área. A equipe gaúcha ainda teve uma chance no travessão nos acréscimos do primeiro tempo. O Atlético respondeu logo em seguida, quando Maycon encontrou Lodi na pequena área, mas o lateral desperdiçou a chance ao chutar por cima.
O intervalo não trouxe a melhora esperada para o Atlético, que perdeu o controle do jogo e se desorganizou, permitindo que o Juventude se sentisse mais à vontade. Os erros técnicos aumentaram e a equipe gaúcha aproveitou para criar mais chances.
Domínguez tentou mudar o jogo com as entradas de Cuello e Minda, que trouxeram um pouco mais de velocidade ao ataque. No entanto, as decisões individuais continuaram a ser problemáticas, e o time não conseguiu pressionar o adversário de maneira eficaz.
O segundo tempo foi marcado pela instabilidade do Atlético, que teve sua melhor oportunidade em uma cobrança de falta que acertou o travessão. Apesar de uma tentativa de aumentar a pressão, o time não conseguiu ser organizado ou eficaz em seus ataques. O desempenho inconsistente da equipe se repetiu, refletindo um ano de dificuldades para o Atlético, que não conseguiu capitalizar em cima de sinais de evolução, como após o clássico contra o Cruzeiro.
A vaga nas quartas de final ainda está em aberto, mas o Galo precisará apresentar um futebol muito superior para competir em Caxias.



