A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã gerou incertezas no paddock da Fórmula 1 a poucos dias do início da temporada 2026. O primeiro Grande Prêmio, marcado para 8 de março em Melbourne, pode sofrer impactos na logística das equipes depois que missões aéreas atingiram alvos iranianos na madrugada de 28 de fevereiro.
Passageiros que seguiam de Londres para Doha, entre eles membros de Williams, Alpine e Red Bull, precisaram retornar ao Reino Unido logo após a decolagem. O comandante avisou sobre o fechamento do espaço aéreo em rotas que atravessam o Golfo Pérsico, região utilizada com frequência pelas equipes rumo à Austrália, China e Japão — as três primeiras etapas do campeonato.
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Rotas alternativas
Com a suspensão de escalas no Oriente Médio, times e jornalistas passaram a remarcar voos via Hong Kong, Cingapura, Malásia ou Tailândia. A DHL, responsável pelo transporte dos carros e equipamentos, informou ter capacidade para alterar os trajetos de aeronaves fretadas e evitar atrasos significativos. Parte do material saiu da Europa na semana passada; motores e peças de maior valor seguem por via aérea, enquanto boxes e estruturas de garagem já chegaram à Austrália por transporte marítimo.
Teste de pneus cancelado no Bahrein
O conflito afetou diretamente um teste de pneus de chuva que a Pirelli realizaria em 28 e 29 de fevereiro no circuito de Sakhir. Funcionários da fornecedora e das equipes Mercedes e McLaren aguardam a reabertura do espaço aéreo bareinita para deixar o país. O Irã atacou uma base americana próxima à área onde normalmente se hospedam profissionais da categoria.
A etapa do Bahrein está prevista para 12 de abril. Por enquanto, a Fórmula 1 acompanha a evolução do cenário antes de decidir possíveis mudanças no calendário. Grande parte dos equipamentos de pista das equipes — enviados por navio para os testes de pré-temporada — permanece armazenada no autódromo.
Se o confronto se prolongar ou se expandir na região, novas alterações podem ser necessárias, sobretudo porque a categoria realiza quatro provas anuais no Oriente Médio: Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Abu Dhabi.


