A Scaloneta entra em campo nesta terça contra a Argélia com casa cheia garantida. Torcedores cruzaram continente de bicicleta para ver Messi ao vivo no Mundial 2026.
Nos últimos dias, a atenção se voltou para três torcedores que viajaram de bicicleta da Argentina até os Estados Unidos para acompanhar a seleção na Copa do Mundo 2026. No entanto, esse trio não é o único que fez sacrifícios e investiu horas de viagem para estar próximo da equipe, carinhosamente chamada de Scaloneta, na América do Norte.
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A Argentina fará sua estreia no Mundial nesta terça-feira, enfrentando a Argélia em Kansas City. A expectativa é de casa cheia, com cerca de 70 mil fãs presentes no estádio. Antes disso, os torcedores argentinos se espalharam pela região, ansiosos para ver Messi e seus companheiros em mais uma competição internacional. Muitos deles têm histórias de aventuras para compartilhar.
Um dos torcedores, Tony, partiu de Córdoba, na Argentina, há 61 dias em sua moto. Ele começou a jornada rumo aos Estados Unidos ao lado de seu pai, Daniel, que o acompanhou até a fronteira com o México. Ao chegar em Tijuana, Daniel decidiu retornar, enquanto Tony seguiu em frente, registrando cada dia da viagem em suas redes sociais. Ele compartilhou até mesmo os desafios, como a incerteza sobre onde dormir durante o percurso.
“Saí em 5 de março, cruzei 13 países e dirigi aproximadamente 18 mil quilômetros para estar aqui hoje em Kansas”, disse Tony.
A moto de Tony exibe uma bandeira da Argentina, mas o grande destaque é o motorhome de Hernán Romero. O trailer, que remete aos típicos veículos de road trip americanos, exibe caricaturas dos jogadores campeões de 2022 e traz no para-choque o nome “Scaloneta”. Hernán fez a viagem de Nova York até Kansas City, parando em frente ao hotel que serve de base para a seleção argentina durante o Mundial.
“Fiz 2.100 quilômetros e 29 horas dirigindo, passando por sete estados”, explicou Hernán, que lidera a “Banda de Nova York”, um grupo de torcedores que acompanha a seleção.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDOutra família que também se encontra nos Estados Unidos é a de Andrés, Alejandra e Isabel, pai, mãe e filha, que decidiu viajar em uma van adaptada até o Alasca. Eles perceberam que estariam nos Estados Unidos em 2026, ano da Copa do Mundo, e decidiram sincronizar a agenda para estar em Kansas City quando a seleção argentina chegasse.
“Graças a Deus e à vida, os caminhos nos permitiram estar nesta data nos Estados Unidos, especificamente aqui em Kansas City, onde está a seleção argentina”, explicou Andrés, que abandonou seu emprego de engenheiro e vendeu quase tudo para embarcar nessa aventura com a família.
Apesar da determinação, os três não conseguirão assistir ao jogo na terça-feira, pois consideram os preços dos ingressos muito altos para quem está em uma viagem tão longa. A intenção é ter algum contato com os jogadores quando eles saem e entram no hotel, onde estão se preparando para os treinos no CT do Sporting Kansas City.
Outros torcedores também circulam ao redor do hotel, compartilhando a mesma expectativa. Espera-se que Kansas City tenha um grande movimento de fãs argentinos nesta segunda-feira, véspera da estreia da campeã mundial, mesmo que muitos deles não tenham ingressos. O tradicional “banderazo” organizado pelas torcidas argentinas está agendado para a Union Station.

