O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima registrou em súmula ter sido alvo de xingamentos, ameaças e puxões de camisa por parte de dirigentes do Santos durante o empate por 2 a 2 com o Botafogo, disputado nesta sexta-feira (27), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.
De acordo com o documento, ainda no gramado, o executivo de futebol Alexandre Mattos invadiu o campo no intervalo e segurou a camisa do árbitro enquanto gritava: “Você tem que marcar falta, é uma vergonha, safado!”. A intervenção de policiais foi necessária para conter o dirigente.
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Na sequência, ao atravessar a zona mista rumo aos vestiários, o trio de arbitragem foi novamente abordado, desta vez pelo presidente Marcelo Teixeira e pelo gerente Gustavo Ferreira. Segundo Lima, Ferreira afirmou: “Seu ladrão, vai tomar no c*, vocês não apitam mais no Santos!”, enquanto Teixeira repetia: “Safado, você nos prejudicou!”. O árbitro classificou as ofensas como ameaçadoras e reiteradas.
O relato indica que, antes do reinício do jogo, Mattos tornou a se aproximar e disse: “Uma coisa é certa: você nunca mais apita jogo do Santos.”
Após o apito final, o executivo santista voltou a protestar, citando lances polêmicos em partidas contra Vitória e Botafogo e criticando a atuação do VAR, que, segundo ele, “tem sido catastrófica” por não exibir imagens claras e tomar decisões questionáveis.
O clima de tensão dominou o intervalo e o retorno para o segundo tempo, ampliando a pressão sobre a arbitragem em meio à disputa acirrada na tabela do Brasileirão.

