Shaun Evans, árbitro australiano, exibiu sinal associado à supremacia branca durante apresentação do VAR em Alemanha x Curaçao. A Fifa confirmou apuração sobre a conduta do oficial.
A Fifa abriu uma investigação sobre a conduta do árbitro australiano Shaun Evans, que supervisionou a arbitragem de vídeo na partida entre Alemanha e Curaçao, realizada no último domingo. Durante a apresentação da equipe de VAR, Evans fez um gesto que gerou controvérsia e pode ser interpretado como uma alusão à supremacia branca.
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O gesto consistiu em três dedos levantados, formando um ‘W’, enquanto o círculo formado com o polegar e o indicador se assemelha à cabeça de um ‘P’. Juntos, esses sinais representam a expressão “White Power” ou “Poder Branco”, que é associada a ideais racistas que sustentam a crença na superioridade do homem branco em relação a outras raças.
O uso do gesto como símbolo supremacista teve início em 2017 como uma brincadeira em fóruns da internet nos Estados Unidos, mas rapidamente foi incorporado por grupos extremistas como uma maneira de expressar apoio ao movimento supremacista branco. Em 2019, o gesto passou a ser amplamente reconhecido como ofensivo.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDShaun Evans, que iniciou sua carreira como árbitro profissional em 2004 e está filiado à Federação de Futebol da Austrália, teve sua primeira oportunidade em Copas do Mundo durante o torneio de 2022, no Qatar, onde também atuou como VAR.
A investigação da Fifa deve trazer esclarecimentos sobre o incidente, e a entidade deve se pronunciar em breve. A reportagem buscou contato com a Federação de Futebol da Austrália para obter comentários sobre o caso, mas ainda não obteve resposta. O texto será atualizado assim que novas informações forem disponibilizadas.



