Hervé Renard está fora da seleção saudita às vésperas do Mundial de 2026. A demissão surpreende após o histórico triunfo sobre a Argentina em 2022.
O técnico Hervé Renard não estará à frente da Arábia Saudita na Copa do Mundo de 2026, a ser realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Sua demissão ocorreu a apenas 55 dias do início do torneio, onde a seleção saudita busca um desempenho melhor do que na edição anterior, em que foi eliminada na fase de grupos.
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Renard, que assumiu o comando da Arábia Saudita em 2019, teve uma breve pausa para dirigir a seleção feminina da França durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. No entanto, retornou ao time masculino e fez história ao vencer a Argentina de Lionel Messi na estreia da Copa do Mundo de 2022, embora a equipe não tenha avançado além da fase de grupos.
Ao longo de sua gestão, Renard acumulou 77 partidas como técnico da seleção saudita, com um total de 34 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, resultando em um aproveitamento de 51,5%. Para o seu lugar, a Arábia Saudita contratou o grego Georgios Donis, que terá a missão de liderar a equipe na Copa do Mundo.
A seleção saudita está inserida no Grupo H da competição, que conta com grandes equipes como Espanha, Uruguai e Cabo Verde, tornando a tarefa de Donis ainda mais desafiadora. Renard, que ganhou notoriedade pela sua presença marcante e beleza durante a última Copa do Mundo, também é lembrado por sua trajetória no futebol africano, onde conquistou a Copa Africana das Nações com Zâmbia e Costa do Marfim.
Natural de Aix-les-Bains, na França, Renard começou sua carreira como jogador, mas não obteve sucesso significativo em clubes. Após se afastar do futebol, trabalhou em uma empresa de coleta de lixo antes de retornar ao esporte como auxiliar técnico em Gana. Sua carreira como treinador começou em clubes da França, Inglaterra, Vietnã e Argélia, até que finalmente alcançou o reconhecimento internacional.
Após seus sucessos na África, Renard recebeu convites para treinar clubes na França, mas enfrentou dificuldades, como no Lille, onde foi demitido após apenas cinco meses. Seu último trabalho antes da demissão pela Arábia Saudita foi com Marrocos na Copa do Mundo de 2018, onde a equipe também não conseguiu avançar além da fase de grupos.



