Com vitória no GP dos Estados Unidos, Antonelli abriu 123 pontos sobre Russell e 124 sobre Hamilton. Restam cinco etapas (125 pontos); ao italiano basta um nono lugar em qualquer prova para garantir o título.
O piloto Kimi Antonelli é o mais novo campeão mundial de F1. É claro que a frieza dos números ainda não fechou o campeonato, mas as próximas cinco etapas serão apenas um protocolo para colocar o nome do jovem italiano de 20 anos nos livros de história do esporte.
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Com uma vitória impressionante no GP dos Estados Unidos, disputado neste domingo no Circuito das Américas, em Austin, Antonelli abriu 123 pontos de vantagem sobre George Russell e 124 sobre Lewis Hamilton. Restam cinco corridas e apenas 125 pontos em disputa, de modo que o italiano só precisa de um nono lugar em qualquer uma destas provas para garantir o título — salvo o cenário altamente improvável em que Russell e Hamilton vençam absolutamente todas as etapas restantes. Segundo as contas apontadas após a corrida, se Verstappen vencer o GP do México, por exemplo, Kimi será campeão mesmo sem estar no top-10.
Em uma pista onde Ferrari e Red Bull apareciam como favoritas, Antonelli fez a pole e dominou a corrida praticamente de ponta a ponta. Logo na primeira volta, abriu mais de dois segundos de vantagem ao aproveitar a briga entre as Ferraris e Verstappen pelo segundo lugar. A performance em Austin aparece, na avaliação da cobertura, como o exemplo mais contundente do rendimento do jovem ao longo da temporada.
Na entrevista oficial da FIA após a corrida, o piloto foi questionado sobre a comparação entre a vitória nos Estados Unidos e a conquista em Monza, quando teve que largar no final do grid por conta da troca de motor.
A vitória da Itália foi especial, mas nos Estados Unidos teve maior grandeza.
O domínio de Antonelli também passou pela adaptação mais rápida aos upgrades e à nova dirigibilidade dos carros com o regulamento de 2026, que privilegia um estilo de pilotagem de entrar forte na curva e frear o mais por dentro possível — uma característica que remete ao passado de kart do piloto. Inicialmente parecia que Russell, pela experiência e desempenho nos testes, teria vantagem; Russell venceu o GP de abertura na Austrália e chegou a mostrar potencial nos treinos. No entanto, Antonelli reagiu e construiu uma margem significativa ao longo da temporada, especialmente quando Ferrari, McLaren e Red Bull foram equilibrando o desempenho dos carros.
Para o Brasil, a leitura da corrida em Austin trouxe um saldo positivo com a evolução de Gabriel Bortoleto. O brasileiro fez a maior escalada do dia, saindo de 21º lugar (após Lance Stroll largar dos boxes) para 13º. A corrida agressiva de Bortoleto, com ultrapassagens sobre carros do pelotão da Audi — como Williams, Aston Martin, Haas e Alpine — não rendeu pontos, mas mostrou que a deficiência de motor sofrida nas últimas provas ficou para trás.
A prova teve poucos abandonos e as quatro equipes grandes monopolizaram a zona de pontuação. As próximas paradas do calendário, no México e em Interlagos, tendem a favorecer ainda mais o conjunto da Audi, e há expectativa de que Bortoleto volte a figurar na zona de pontos nessas etapas.
Com informações de ge.

