Longe das competições desde os Jogos Olímpicos de Paris em 2024, Andy Murray avalia retornar ao circuito em outra função: a de treinador de jovens atletas. Depois de uma passagem de seis meses no comando técnico de Novak Djokovic na última temporada, o britânico de 38 anos afirmou que pretende, no futuro, dedicar-se à formação de novos talentos.
O ex-líder do ranking mundial citou como referência a parceria entre o espanhol Carlos Alcaraz e seu compatriota Juan Carlos Ferrero. Embora o trabalho entre ambos tenha sido encerrado no fim de 2025, Murray considera o modelo “muito próximo” do que imagina para si.
“Gosto da ideia de acompanhar um jogador bem mais jovem, alguém que eu possa ajudar durante todo o processo de desenvolvimento. É diferente ser atleta e ser técnico, e você acaba descobrindo muito sobre as próprias fragilidades”, declarou o bicampeão olímpico e dono de três títulos de Grand Slam.
Atualmente envolvido em projetos fora das quadras, Murray reconhece que o retorno ao posto de treinador ainda não tem data. “Em algum momento vou considerar voltar. Agora minhas prioridades são outras, mas quero ingressar novamente nesse universo quando me sentir preparado”, acrescentou.


Imagem: Peter Staples
Ao recordar o período com Djokovic, Murray explicou que o sérvio “buscava muito feedback técnico”, nível de exigência que não o deixou totalmente à vontade. “Com jogadores mais jovens, esse tipo de orientação costuma ser mais simples do que com atletas do calibre de Novak”, concluiu.
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