São Paulo, 15 de outubro de 2025 – O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez solicitou nesta quarta-feira (15) o afastamento imediato do Conselho Deliberativo e do Conselho de Orientação (CORI) do clube. A decisão ocorre um dia após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciá-lo por irregularidades no uso dos cartões corporativos alvinegros durante seu último mandato.
Além de Sanchez, o superintendente financeiro Roberto Gavioli, já afastado do cargo, também foi denunciado. O MP-SP atribui aos dois três crimes: apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário.
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Valores cobrados pelo MP
A promotoria exige que o ex-presidente devolva R$ 480 mil, montante gasto entre agosto de 2018 e dezembro de 2020, período analisado pelos investigadores. Gavioli é responsabilizado por parcela menor desse valor.
O órgão ainda solicita que cada denunciado pague 75 % a mais do total contestado – cerca de R$ 360 mil para Sanchez e quantia equivalente para Gavioli – por danos morais e materiais ao clube.
Despesas apontadas como pessoais
Segundo o MP-SP, faturas de cartão revelam gastos sem caráter institucional, como:
- cerca de R$ 9 mil em Tibau do Sul (RN) em dezembro de 2020;
- mais de R$ 6 mil em Fernando de Noronha (PE) em janeiro do mesmo ano;
- despesas de R$ 33.793,92 em viagens ao Nordeste;
- compra de dois relógios na joalheria HStern por mais de R$ 5 mil, com nota fiscal em nome de Andrés Sanchez;
- pagamentos em lojas de roupas, incluindo a marca Brooksfield.
Trajetória no clube
Sanchez é conselheiro vitalício do Corinthians e presidiu o time de 2007 a 2011 e de 2018 a 2020. Os gastos investigados concentram-se no segundo mandato. O afastamento foi comunicado por Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, em nota oficial.
Não há prazo definido para a conclusão do processo judicial, mas o clube aguarda os desdobramentos da ação para avaliar possíveis medidas internas.


