Negociação por Julián Álvarez esbarra na recusa do Atlético, e a direção do Barça admite dificuldade em repor Robert Lewandowski. Para complicar, Ferran Torres interessa ao PSG e Flick não descarta novas movimentações.
O Barcelona já não está mais tão otimista com a chegada de Julián Alvarez. Apesar da posição favorável do jogador, o Atlético de Madrid segue irredutível e não quer vender seu principal atleta. No clube catalão, as figuras de gestão também parecem aceitar a situação, o que pode resultar na falta de um substituto para Robert Lewandowski.
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Além disso, o clube pode perder Ferran Torres, centroavante que alternou a titularidade com o polonês na última temporada e é alvo do PSG. “Nunca se sabe”, comentou o jogador sobre seu futuro nos Culés. O técnico Hansi Flick indicou que ainda pode haver movimentação no mercado: “Sabemos que precisamos fazer alguma coisa. Também depende de Ferran”.
“Lamine jogou algumas partidas conosco por ali [de centroavante]. É um jogador fantástico, de classe mundial, e pode se adaptar. E Gordon e Adeyemi também podem jogar como 9 e nas duas pontas. Temos muitas opções”, afirmou Flick.
A ideia de usar Lamine Yamal como centroavante, embora tenha sido mencionada, levanta preocupações. O jogador, que é considerado o maior craque do Barcelona, deve ser mantido na ponta direita. Flick ainda citou a possibilidade de improvisar os reforços Anthony Gordon e Karim Adeyemi na posição, o que pode complicar a dinâmica do ataque.
Utilizar Gordon como centroavante é até natural, visto que um reforço de 80 milhões de euros não seria contratado apenas para ser reserva. Contudo, a equipe pode ficar dependente de Gordon e de Adeyemi, que tem um histórico irregular. Na última temporada, o titular da ponta esquerda teve cinco lesões e ficou fora por mais de quatro meses. Embora Raphinha esteja se preparando fisicamente, seu histórico gera incertezas.
Yamal também sofreu com lesões e teve sua pré-temporada encurtada devido à Copa do Mundo, onde não teve um desempenho regular. O clube pode enfrentar dificuldades, dependendo da carga de jogos e do desgaste físico dos jogadores. Com um elenco reduzido e poucas contratações, Flick conseguiu reinventar atletas e adaptá-los a novas funções, mas isso não garante sucesso contínuo.
A gestão do Barcelona parece confiante de que o técnico poderá encontrar soluções criativas para compensar as limitações do elenco, que atualmente não tem reforços na zaga. A defesa, que precisa de mais nomes rápidos, se baseia em Pau Cubarsí e Eric García como titulares, enquanto os reservas são considerados irregulares.
O contexto do elenco do Barcelona não é ideal para um projeto que visa a Champions League como próximo passo. O clube conquistou dois títulos de LaLiga sob o comando de Flick, além de duas Supercopas da Espanha e uma Copa do Rei. Contudo, as eliminações na maior competição da Europa ocorreram em contextos distintos, com a última queda para o Atlético de Madrid sendo considerada justa, evidenciando as fragilidades do elenco.
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