O paraguaio Miguel Almirón virou réu da história ao ser o primeiro expulso pela 'Regra Vini Jr' no Mundial. O gesto de cobrir a boca ao ofender rival custou caro ao meia após revisão do VAR.
No dia 20 de junho de 2026, Miguel Almirón fez história na Copa do Mundo ao se tornar o primeiro jogador expulso por violar uma nova regra da FIFA, destinada a combater ofensas em campo. O meia paraguaio recebeu cartão vermelho durante o confronto contra a Turquia após ter se dirigido a um adversário, cobrindo a boca com a mão, um gesto que agora pode ser punido pela arbitragem após revisão do VAR.
📖 Leia Também
O incidente ocorreu em meio a uma discussão acalorada entre os jogadores das duas seleções. Atletas turcos, ofendidos com a atitude de Almirón, solicitaram imediatamente a análise das imagens, e, após a revisão, o árbitro decidiu expulsar o jogador.
A nova medida foi implementada pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026 com o objetivo de coibir insultos, discriminação e possíveis casos de racismo durante as partidas. A entidade argumenta que o gesto de cobrir a boca dificulta a identificação de ofensas, motivo pelo qual passou a ser considerado uma conduta passível de punição disciplinar.
Essa decisão ganhou destaque após um episódio ocorrido em 2025, envolvendo o argentino Gianluca Prestianni e o brasileiro Vinícius Júnior durante os playoffs da Liga dos Campeões. Na situação, Prestianni foi penalizado por usar o gesto de cobrir a boca ao conversar com Vinícius, o que gerou um debate mais amplo sobre a prática no futebol internacional.
“Adotaremos uma política de tolerância zero para esse tipo de conduta”, afirmou Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, em referência à nova regra.
Com a relação direta ao caso de Vinícius, a norma passou a ser informalmente chamada de “Regra Vini Jr.”, simbolizando uma nova era na arbitragem do futebol, onde ações que antes poderiam passar despercebidas agora são rigorosamente analisadas. A expectativa é que essa mudança contribua para um ambiente mais respeitoso e livre de ofensas nas competições, refletindo um movimento global contra a discriminação e o racismo no esporte.

