O técnico do Paraguai questionou a rigidez da norma após expulsão de Almirón contra a Turquia. Para Alfaro, cobrir a boca no calor do jogo é um gesto instintivo, não uma infração intencional.
O técnico da seleção paraguaia, Gustavo Alfaro, expressou sua insatisfação em relação à aplicação rigorosa da ‘Lei Vini Jr.’ após a expulsão do meia Miguel Almirón, durante a vitória do Paraguai por 1 a 0 sobre a Turquia. Em entrevista coletiva, Alfaro reconheceu que a expulsão foi justa, uma vez que a regra foi seguida corretamente, mas criticou a severidade da nova norma.
📖 Leia Também
Alfaro comentou sobre o incidente que levou à expulsão de Almirón: ‘O fato de o Miguel cobrir a boca é um ato de reflexo. Às vezes isso acontece no calor do jogo, nas discussões. O regulamento diz que é expulsão. Cobrir a boca é expulsão, é cartão vermelho. Contra isso eu não posso fazer nada. A única coisa que eu espero é que não seja uma punição exemplar. Que, de repente, acabem dando uma sanção tão pesada que ele não perca apenas esta Copa do Mundo, mas também a próxima.’
Além disso, o treinador destacou que um cartão amarelo seria uma punição mais adequada para a situação. ‘Eu também acho que um cartão amarelo seria suficiente. Há coisas que são punidas com um rigor excessivo, e o meu receio é que o futebol perca sua essência. Porque o futebol tem características de contato, disputa, luta, demonstração de coragem, firmeza, e se jogar no chão, lutar, disputar uma bola no alto.’
Alfaro concluiu sua reflexão afirmando que, embora os regulamentos sejam importantes e que tudo que sirva para melhorar o jogo é válido, é fundamental que a essência do futebol não seja comprometida. A partida contra a Turquia foi um importante momento para a seleção paraguaia, que busca consolidar sua posição na Copa do Mundo, e a situação de Almirón gerou um debate sobre a aplicação das regras no futebol moderno.

