Uma roda de oração reuniu alemães e jogadores de Curaçao após a goleada por 7 a 1. O meia Felix Nmecha revelou que o encontro foi combinado antes mesmo do apito final.
A cena de jogadores das seleções de Alemanha e Curaçao unidos numa roda de oração após a goleada da equipe europeia por 7 a 1 é uma das mais marcantes do início da Copa do Mundo de 2026. O meia Felix Nmecha comentou sobre a repercussão e o significado desse ato, que ocorreu no gramado do estádio de Houston, no Texas.
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“Conheço um jogador de Curaçao, o Kenji Gorré. Mesmo antes da partida, tínhamos combinado que nos reuniríamos depois, independentemente do resultado, para mostrar que somos irmãos em Cristo e que há mais na vida do que futebol. Poder orar juntos é algo muito bonito”, disse Nmecha.
Os atletas Nmecha e Gorré são membros do movimento cristão global “Ballers in God”, que foi fundado em 2015 pelo jogador John Bostock. O também jogador da Alemanha, Jonathan Tah, esteve presente na reunião com os adversários. Nmecha ressaltou a importância do momento, que ocorreu após a derrota da equipe caribenha.
“Em campo, somos adversários e lutamos uns contra os outros, mas depois, somos família em Cristo. Eu queria agradecer a Kenji e aos rapazes de Curaçao por isso, porque algo assim não acontece após uma derrota. Foi um momento muito especial”, exaltou o meia.
Além de se destacar pela união fora de campo, Nmecha também brilhou dentro das quatro linhas, inaugurando o placar da goleada. A imprensa alemã questionou se o atleta tinha consciência de sua qualidade como jogador.
“Eu sei do que sou capaz e que tipo de jogador sou. Tenho muita confiança em mim mesmo e no dom que Deus me deu. Isso era verdade mesmo durante os períodos em que eu ainda não jogava no mais alto nível. Sou muito grato pelo caminho que trilhei até agora. É por isso que eu diria: sim, eu acredito em mim mesmo”, afirmou Nmecha.
O jogador também analisou as chances da seleção da Alemanha de chegar à final da Copa do Mundo e conquistar o pentacampeonato.
“Acho que precisamos ser cirúrgicos nesses torneios. Quando a equipe é precisa, é sempre difícil de se jogar contra. Então, se conseguirmos finalizar as nossas oportunidades bem e dermos de tudo como equipe para defendermos juntos, creio que teremos uma boa chance em todo jogo. Porque nós, definitivamente, temos talento e qualidade na equipe”, projetou Nmecha.
O zagueiro e ex-capitão Antonio Rüdiger defendeu os companheiros de seleção, falando sobre a liberdade de crença e expressão em relação à manifestação religiosa dos atletas. Rüdiger, que já enfrentou críticas por uma postagem ligada à sua fé, considera que o tema não deveria ser polêmico.
“Para mim, é algo muito pessoal. Vivemos em um país em que falamos de liberdade de expressão, liberdade de crença. Então não vejo problema nisso. As imagens são bonitas”, reforçou Rüdiger.
Ele também elogiou Jonathan Tah, um dos participantes da oração no gramado, destacando sua evolução nos últimos anos e sua performance na última temporada pelo Bayern de Munique.
“O passo que o Jonathan deu nos últimos dois, três anos tem o meu enorme respeito. Sua última temporada no Bayern de Munique também foi excepcional. Ele é o novo chefe. Não me custa absolutamente nenhum esforço dizer isso. Cada um tem seu tempo. E agora é a vez deles”, concluiu.
A seleção da Alemanha retornará a campo no próximo sábado, para enfrentar a Costa do Marfim na segunda rodada do grupo E. A partida está marcada para às 17h (de Brasília), no estádio de Toronto, com transmissão ao vivo.



