A partida entre Croácia e Portugal nos 16 avos de final da Copa do Mundo, realizada no estádio de Toronto, foi marcada por um momento polêmico que decidiu o destino dos croatas. Aos 57 minutos do segundo tempo, o zagueiro Gvardiol recebeu um passe na pequena área e balançou as redes, igualando o placar em 2 a 2. Contudo, a alegria dos croatas foi interrompida por uma longa análise do VAR, que durou cinco minutos.
O lance começou com um cruzamento de Perisic, seguido de um toque de Pasalic, que deixou a bola para Gvardiol. A dúvida surgiu quando Matanovic pulou para tentar tocar na bola. Se ele realmente tocou, Pasalic estava em posição de impedimento e o gol seria anulado. Se não, o gol seria validado. A confusão levou o árbitro a consultar a tecnologia disponível.
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Foi nesse momento que entrou em cena a inovadora tecnologia conhecida como “eletrocardiograma” da bola. A Adidas, parceira da Fifa, implementou um sensor inercial nas bolas, que capta dados a uma taxa de 500Hz. Essa tecnologia, chamada de “Connected Ball Technology” (CBT), foi projetada para auxiliar na análise de lances de impedimento e verificar toques na bola em tempo real.
O gráfico gerado pela tecnologia apresentou um pico, indicando que Matanovic havia tocado na bola. Com isso, o árbitro Espen Eskas anulou o gol de Gvardiol, mantendo o placar em 2 a 1 e garantindo a classificação de Portugal para as oitavas de final.
Essa tecnologia já havia sido utilizada na Copa do Catar em 2022, onde Cristiano Ronaldo também se viu em uma situação similar, reivindicando um gol que foi atribuído a Bruno Fernandes pela análise dos sensores. Na ocasião, a Fifa esclareceu que não houve registro de toque na bola durante o cruzamento.
Além de sua aplicação na Copa do Mundo, a tecnologia da Adidas também foi utilizada na Eurocopa de 2024. Enquanto isso, o Campeonato Brasileiro, que utiliza bolas da Nike, ainda não adotou esse sistema, que é crucial para a marcação de impedimentos semiautomatizados.
A dicotomia em relação ao uso da tecnologia no esporte ficou evidente após o jogo: enquanto os torcedores portugueses celebraram a decisão que garantiu a vitória, os croatas lamentaram a não-validação do gol, evidenciando a tensão que a tecnologia pode gerar em momentos decisivos como esse. Como diria Galvão Bueno, foi um verdadeiro teste para cardíacos.



