A equipe de arbitragem da Copa do Mundo se prepara desde 31 de maio em Miami. Rotina intensa com treinos diários e simulações de lances reais marca a concentração.
Em um luxuoso hotel à beira-mar em Miami, a equipe de árbitros da Copa do Mundo se prepara intensamente para os desafios do torneio. Composta por 169 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo, a equipe é a mais numerosa da competição e enfrenta uma pressão constante, com a atenção das torcidas voltada para suas decisões.
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Desde o dia 31 de maio, os árbitros estão em Miami, onde seguem uma rotina rigorosa que inclui treinos diários. Eles têm a companhia de atletas semiprofissionais da região, contratados para simular lances de jogo, além de uma alimentação controlada preparada por um chef italiano. A estrutura de apoio conta com serviços de fisioterapia e áreas de recreação.
Na última quarta-feira, a equipe teve um dia especial, com a expectativa em torno da designação dos árbitros para os jogos do próximo sábado, que marcam a segunda rodada da fase de grupos. O chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, revelou quem apitaria o milésimo jogo da história da Copa do Mundo, uma cerimônia que foi recebida com aplausos e celebrações pelos colegas. O escolhido foi o romeno Istvan Kovacs, que recebeu uma camisa especial para a partida, com detalhes em laranja e dourado.
O dia dos árbitros começa cedo, com café da manhã servido às 7h30, seguido por reuniões de escala de trabalho. Três ônibus partem do hotel por volta das 9h em direção à Universidade Miami-Dade, onde os árbitros realizam atividades físicas e técnicas. Durante os treinos, eles contam com a colaboração de jogadores semiprofissionais que atuam como ‘sparrings’, possibilitando simulações de pênaltis e outras situações de jogo.
O ex-juiz suíço Massimo Busacca, que ocupa uma posição de destaque na arbitragem da FIFA, brinca sobre a intenção dos treinos: “Queremos faltas, não gols”. A FIFA também organizou a ‘Referees Cup’, um torneio entre equipes da região, para manter os árbitros ativos enquanto aguardam a abertura oficial da Copa no dia 11 de junho.
Após os treinos, os árbitros retornam ao hotel para almoçar e participar de reuniões de revisão das jogadas dos jogos do dia anterior. A expectativa sobre decisões controversas, como o pênalti não marcado em Mbappé e a falta de Messi que gerou pedidos de expulsão, permeia as discussões entre os árbitros e seus instrutores.
A preparação intensa reflete o compromisso da arbitragem em garantir que a competição seja conduzida de forma justa e eficiente, em meio a um cenário de elevada visibilidade e pressão.



