O Corinthians não efetuou o pagamento de salários do elenco profissional e da comissão técnica que deveria ter sido realizado nesta quinta-feira, em meio a uma crise de caixa que tem aumentado a pressão sobre a gestão do clube.
A diretoria trabalha para regularizar os vencimentos já na próxima segunda-feira, segundo fontes internas, e aguarda a entrada de recursos que estariam provisionados para quitar as pendências.
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Corinthians enfrenta problemas de fluxo de caixa
O atraso foi atribuído a dificuldades no fluxo de caixa nos últimos dias. A direção precisou priorizar pagamentos considerados mais urgentes, entre eles compromissos ligados ao RCE (Regime Centralizado de Execuções), à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) e à Fazenda Nacional.
Enquanto jogadores e comissão técnica ficaram sem os vencimentos na data prevista, funcionários administrativos do Parque São Jorge e do CT Joaquim Grava receberam seus salários normalmente.
Internamente, a avaliação é de que o momento exige controle rigoroso das finanças para evitar o agravamento da crise.
Dívida com clubes estrangeiros aumenta pressão
Além dos atrasos salariais, o clube enfrenta cobranças internacionais que elevam o risco de punições esportivas. Uma das maiores preocupações da diretoria é a dívida junto ao Talleres, da Argentina, referente à contratação de Rodrigo Garro, cujo valor é estimado em cerca de R$ 42 milhões.
Caso não haja acordo com os argentinos, o Corinthians pode ser alvo de novo transfer ban pela Fifa, ficando impedido de registrar novos jogadores.
CAS condena o Timão em processo com o Midtjylland
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) determinou que o clube paulista pague pouco mais de R$ 6 milhões ao Midtjylland, da Dinamarca, por descumprimento do acordo na compra do volante Charles. A decisão foi publicada no dia 31 de março e estabeleceu prazo de 45 dias para quitação; a falta de pagamento implicaria novo impedimento para registros de atletas.
A dívida corresponde à terceira e última parcela da negociação, originalmente dividida em três parcelas. A última parcela, de 800 mil euros, venceu em 15 de março de 2025 e não foi paga. O contrato previa, em caso de atraso, multa adicional de 200 mil euros.
Após o não pagamento, o Midtjylland acionou a Fifa e venceu o processo inicialmente em outubro de 2025; o Corinthians recorreu ao CAS e teve a derrota mantida. Além dos 800 mil euros da parcela pendente e dos 200 mil euros da multa contratual, o clube terá de arcar com juros de 12% ao ano, multa de US$ 60 mil (R$ 294 mil) e custos processuais.
Mesmo diante da pressão financeira, a direção mantém a expectativa de resolver as pendências nos próximos dias para evitar desgaste maior com jogadores, comissão técnica e torcida.

