Alexander Zverev garantiu a liderança do ranking mundial da ATP ao avançar às quartas de final do ATP 500 de Viena. Com a classificação, o alemão igualou Jannik Sinner em pontos e ultrapassou o italiano pelo critério de desempate, tornando-se o segundo jogador mais velho a alcançar o posto de número 1 da história aos 29 anos, atrás apenas do australiano John Newcombe, que chegou ao topo aos 30 anos em 1974. Ninguém mais poderia ultrapassá-lo no ranking até o fim da temporada.
Conhecido como uma das grandes promessas do tênis na última década, Zverev passou a ser também o segundo alemão a chegar ao número 1, seguindo o legado de Boris Becker, que alcançou o topo em 1991. No circuito feminino, a referência nacional citada historicamente é Steffi Graf, vencedora de 22 Grand Slams e autora do feito de conquistar os quatro majors e o ouro olímpico em 1988.
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“Estar no topo do mundo é muito especial. Hoje joguei uma partida muito boa e estou muito feliz com isso. Eu tive que esperar bastante, mas às vezes você tem que esperar pelas coisas boas da vida. 2026 tem sido incrível.”
Vibrou o alemão ao comentar a conquista.
O topo do ranking chegou em um ano marcado por conquistas inéditas de Zverev e por ausências relevantes de concorrentes. Lesões de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner ao longo da temporada de 2026 deixaram o cenário mais aberto, e Zverev aproveitou para se firmar: na temporada, o tenista conquistou pela primeira vez dois títulos de Grand Slam.
Antes dessas vitórias, Zverev teve várias decisões frustradas em torneios do porte de Grand Slam. Foi derrotado nas finais de Roland Garros em 2024 para Carlos Alcaraz, no US Open de 2020 para Dominic Thiem e no Australian Open de 2025 para Jannik Sinner. Em 2022, ele ainda tentou chegar ao número 1 precisando vencer Rafael Nadal na semifinal de Roland Garros, partida em que torceu o tornozelo no meio do segundo set e deixou a quadra com muletas.
Em 2026, Zverev transformou a trajetória em conquistas: venceu Roland Garros, com Flavio Cobolli na final, e faturou também o US Open ao superar o americano Ben Shelton na decisão. Entre as finais do ano, houve derrota em Wimbledon para Jannik Sinner.
Zverev vem de família ligada ao esporte: os pais, Alexander e Irina, foram jogadores profissionais e atuaram como treinadores; o irmão Mischa também disputou o circuito da ATP. A família se mudou da Rússia para a Alemanha em 1991, antes do nascimento do tenista.
Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos quatro anos, Zverev convive com a condição ao longo da carreira e precisa controlar a glicemia mesmo em partidas longas. Em um dos momentos da final do US Open, por exemplo, ele aplicou insulina na perna esquerda durante uma pausa.
Fora das quadras, Zverev teve um processo relacionado a alegações de violência doméstica arquivado por um tribunal de Berlim em 2024. Para encerrar o caso, ele concordou em pagar 200 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão), medida aceita pela acusadora; o processo havia sido iniciado em 2023. Segundo a acusação, Brenda Patea relatou que teria sido empurrada contra uma parede e asfixiada em maio de 2020. Outra ex-companheira, Olga Sharypova, também relatou suposto abuso no período entre 2018 e 2019. A ATP investigou os relatos, mas não tomou medidas, citando evidências insuficientes.



