Na terça, o Vasco enfrenta o Boca Juniors na Bombonera pela semifinal da Copa Sul-Americana. O clube carioca tenta a primeira vitória no estádio e a classificação para a decisão continental.
O Vasco tenta dar mais um passo rumo a uma final continental nesta terça-feira, quando enfrenta o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana de 2026, na Bombonera. A partida reacende lembranças de campanhas históricas do clube em Buenos Aires: dos três títulos sul-americanos do Vasco, dois tiveram semifinais disputadas no Monumental, casa do River Plate. Agora o desafio será em La Bombonera, estádio onde o clube carioca ainda não venceu.
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Antes dos jogos recentes, o imaginário vascaíno em solo argentino tem dois momentos marcantes. O primeiro é a campanha da Libertadores de 1998, quando o confronto contra o River Plate ganhou contornos de decisão antecipada. Depois do triunfo por 1 a 0 em São Januário, com gol de Donizete, o Vasco precisava apenas de um empate no Monumental. O River abriu o placar no primeiro tempo e pressionou, mas uma cobrança de falta de Juninho Pernambucano selou a classificação para a final.
É talvez um dos jogos mais difíceis que eu disputei. Não só pelo Vasco, mas na minha carreira, porque realmente o River tinha um time muito bom. Sem contar a atmosfera do estádio. Sabe como são os argentinos… A torcida fazendo muito barulho. Era muito difícil ganhar do River lá.
— disse Mauro Galvão, capitão do título da América.
O elenco vascaíno daquela edição trazia nomes como Germano, Mauro Galvão, Felipe, Pedrinho, Juninho, Ramon e Luizão, sob o comando de Antônio Lopes. Do outro lado, o River contava com Burgos, Ayala, Sorín, Solari e Marcelo Gallardo, treinados por Ramón Díaz. Ramon Menezes, que também participou daquela campanha, caracterizou o duelo como uma partida que encaminhou o título vascaíno.
Foi uma das partidas mais marcantes vestindo a camisa do Vasco, porque, com todo o respeito ao Barcelona de Guayaquil, sem dúvida nenhuma que foi uma final antecipada. Tanto o jogo aqui em São Januário, quanto no Monumental, porque aquela atmosfera para jogar ali dentro, o time tinha que estar muito bem. Tinha de ser um time que jogava como aquele, com jogadores com uma qualidade impressionante que performaram de maneira excepcional naquela competição.
— disse Ramon Menezes.
O segundo momento lembrado é a Copa Mercosul de 2000, quando o Vasco voltou a impor domínio em Buenos Aires e goleou o River Plate por 4 a 1 no Monumental. Os gols naquele jogo vieram de Romário, Juninho Paulista, Júnior Baiano e Pedrinho, e o River tinha no elenco nomes como Ortega, Saviola e Aimar, em uma equipe de grande expressão.
A atmosfera já vinha do histórico da Libertadores, do gol do Juninho em 98. O jogo era encarado como uma revanche para o River, que tinha um grande time Aimar, Saviola, Ortega. Por isso que eu falo que esse foi o grande jogo daquele time. Era um clássico, né? Jogo grande, estádio grande. A expectativa foi de: “Pô, vamos fazer o resultado lá em Buenos Aires”.
Houve ainda avaliações internas sobre a importância daquele confronto para a trajetória de 2000. Jogadores lembraram a qualidade coletiva da equipe e destacaram atuações individuais dentro de um contexto de conjunto.
Na véspera do duelo com o Boca, a presença massiva de torcedores vascaínos em filas para retirar ingressos em Buenos Aires evidencia a expectativa pela partida. O clube busca agora incluir a Bombonera entre os palcos das grandes conquistas que já passaram pelo Monumental, mantendo a ambição de chegar a mais uma final continental.
Fonte: ge

