O Santos acumula sete bloqueios de registro por atrasos; já pagou dívidas que anularam três sanções. Quatro débitos ligados a Pedro Caixinha e comissão seguem pendentes; cobrança de R$2,2 mi do Al-Markhiya ameaça sanção.
O Santos enfrenta dificuldades econômicas e acumula punições da Fifa por atraso de pagamentos a clubes e a profissionais do futebol. Atualmente, o clube tem sete transfer bans ativos no sistema da entidade máxima do futebol. A diretoria já quitou as dívidas que geraram três das sanções e espera que esses transfer bans sejam derrubados nos próximos dias.
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Ainda assim, quatro débitos permanecem em aberto, relacionados ao técnico Pedro Caixinha e a membros de sua comissão técnica. Outra punição é esperada em breve: trata-se de uma dívida de cerca de R$ 2,2 milhões com o Al‑Markhiya, do Catar, pela contratação do atacante Yusupha Njie, em processo no qual o clube já foi condenado em última instância.
O acúmulo de transfer bans despertou preocupação entre torcedores sobre a possibilidade de aplicação de punições mais severas, como perda de pontos no campeonato ou ganchos mais graves. Especialistas em direito esportivo ouvidos sobre o tema apontam que há risco de penas maiores, mas não tão cedo no caso do Santos.
O artigo 21 D do Código Disciplinar da Fifa prevê que, em caso de ofensas repetitivas e de persistência na ofensa, que normalmente é quando o clube toma o transfer ban e não paga, mesmo cumprindo três janelas sem contratar, a Fifa pode determinar sanções mais pesadas.
Segundo a análise apresentada, essa aplicação mais dura só ocorreria a partir de 2028 no cenário atual do clube. Um caso recente que ilustra a possibilidade de perda de pontos envolve o São Paulo: a Fifa determinou que o clube perderá pontos no Brasileirão se não quitar, em até 60 dias, uma dívida com o empresário do meia Giuliano Galoppo, atendendo a um pedido do agente.
Não existe nenhum critério objetivo para isso, fica totalmente discricionário por parte da Fifa, ela pode determinar uma punição maior, como a perda de pontos, de acordo com o que o Tribunal da entidade achar adequado. Não existe uma regra do tipo: você teve três, quatro, cinco transfer bans acumulados e, então, tem uma perda de pontos.
O histórico traz precedentes. Em 2020, o Cruzeiro chegou a perder seis pontos no início da Série B por determinação da Fifa. Desde então, entretanto, a legislação mudou.
Quando foi aplicada a sanção ao Cruzeiro, ainda não estava em vigência a regra da Fifa que estabelece o transfer ban como primeira punição.
Na mesma avaliação, afirma‑se que o Santos só tende a receber punições mais severas se permanecer três janelas de transferência sem quitar as dívidas.
Com juros, multas e correções, as quatro condenações envolvendo Pedro Caixinha e seus auxiliares totalizam mais de R$ 15 milhões. A diretoria trabalha para obter recursos e argumenta que, além de dever a outros clubes, também tem valores a receber: nas contas da direção, o Santos tem R$ 170 milhões a receber de outras equipes do futebol brasileiro.
Em agosto, para viabilizar contratações como Philippe Coutinho, Rodinei e Éverton Cebolinha, o clube quitou uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, recurso que veio a partir de uma negociação com a empresa ligada a Neymar.



