Em sua autobiografia lançada esta semana, Totti afirma que a direção da Roma quis em 2022 que ele entregasse a camisa 10 a Paulo Dybala na apresentação. O ex-atacante diz que o manto é sagrado para a torcida.
Francesco Totti voltou a mover debate sobre a camisa 10 da Roma em sua autobiografia, lançada nesta semana, ao revelar que a direção do clube tentou, em 2022, entregar o manto a Paulo Dybala e queria que fosse ele quem o fizesse durante a apresentação do argentino.
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O ex-atacante, ídolo absoluto da torcida, afirmou que desde sua saída em 2017 ninguém mais vestiu oficialmente a camisa 10 do clube — uma espécie de símbolo que, segundo ele, os torcedores têm protegido. A chegada de Dybala à capital, recordou Totti, poderia ter mudado essa situação.
“Vocês são todos idiotas”
Segundo o relato presente no livro, a gestão da época fez chegar a Totti, por vias indiretas, a intenção de que ele participasse da cerimônia entregando o número ao novo reforço. Revoltado com a proposta de envolvê-lo em uma decisão da qual não fazia parte, Totti recusou e criticou a manobra.
“Desde que me fizeram parar, na minha equipe do coração, ninguém mais usou a minha camisa. Não por escolha minha, mas principalmente por decisão dos torcedores, os verdadeiros guardiões desse símbolo”
O ex-jogador disse que não tinha nada contra Dybala como atleta ou pessoa, mas considerou inadequado que a responsabilidade recaísse sobre ele e que a entrega pudesse ampliar comparações entre os dois. No fim, Dybala ficou com a camisa 21.
“Se vocês tiverem coragem, deem a ele. Nada contra o jogador, muito pelo contrário, gosto muito dele, inclusive como pessoa. É um garoto muito bom. Mas respondi: ‘Se vocês têm essa intenção, façam isso, sem me envolver’”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDTotti também se manifestou sobre a aposentadoria da camisa 10: ele é contra a ideia de retirar permanentemente o manto de circulação. Para o ídolo, manter a camisa disponível alimenta o sonho de crianças que desejam um dia defender a Roma.
“Aposentá-la seria como negar um sonho maravilhoso às crianças”
Ao mesmo tempo, Totti afirmou preferir que a camisa seja entregue a um jogador identificado com o clube e com a cidade — alguém que possa escolher a Roma para a vida e representá-la por longos anos.
“Todos os dias espero que apareça um novo Totti. Alguém nascido em Roma, criado em Roma, que escolha a Roma para a vida, para a eternidade”
O livro menciona ainda que, no passado, um brasileiro teve a camisa aposentada na Roma: Aldair, que passou 13 anos no clube e se tornou referência no período em que defendeu os Giallorossi.
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