Contratado no início da temporada sob olhares desconfiados, o atacante de beirada Jonas Toró transformou a impressão inicial e tornou-se um dos principais destaques ofensivos da Ponte Preta em 2024. O jogador já soma oito gols em 30 jogos, mesmo tendo iniciado várias dessas partidas no banco de reservas.
Ao chegar ao Moisés Lucarelli, o histórico recente não jogava a seu favor. No Botafogo de Ribeirão Preto, também em 2024, Toró participou de 31 confrontos, marcou apenas um gol e concedeu duas assistências, atuando majoritariamente como titular, segundo o site ogol.com.br.
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Antes disso, o atacante registrou passagens sem grande brilho por outros clubes. Em 2022, vestindo a camisa do São Paulo, entrou em campo seis vezes, balançou a rede uma vez e deu uma assistência. Na temporada 2023, defendendo o Levadiakos F.C., da Grécia, disputou 15 partidas, ficou sem marcar e contribuiu com apenas uma assistência.
A desconfiança também era interna. Quando chegou à Ponte Preta, Toró era reserva de Jean Dias e não contava com a confiança do então técnico Alberto Valentim, mesmo quando seu concorrente atravessava má fase.
A guinada veio ao longo do ano. Com gols decisivos, o atacante ganhou espaço entre os titulares e se firmou como peça importante no elenco alvinegro, calando os descrentes — termo usado pelo saudoso técnico Zé Duarte para definir atletas tidos como “mais ou menos”, que oscilam de rendimento.
O desempenho em Campinas contrasta com as oscilações da carreira e reforça o velho ditado do futebol: em alguns clubes falta encaixe, mas, quando existe sintonia, o resultado aparece rapidamente.
