O Bahia perdeu por 2 a 1 para o Cruzeiro, de virada, na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, e viu a pressão sobre o técnico Rogério Ceni crescer. O resultado deixou o time com cinco partidas sem vitória na temporada e provocou protestos da torcida durante e após a partida.
Parte dos torcedores nas arquibancadas cantou pedidos pela saída do treinador, com gritos como “Adeus, Ceni”, “Time pipoqueiro” e “O meu Bahia não precisa de você”, aumentando o clima de insatisfação no estádio.
Contexto ruim em outras competições
Além da sequência negativa no Brasileirão, o clube acumula frustrações em outros torneios. O Bahia foi eliminado ainda na fase prévia da Copa Libertadores pelo O’Higgins e sofreu revés por 3 a 1 diante do Remo, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
Para avançar na Copa do Brasil, o Tricolor precisa vencer por, no mínimo, três gols de diferença no jogo de volta, que terá o Mangueirão como palco.
Mesmo com o título do Campeonato Baiano sobre o Vitória este ano, a série de resultados negativos ampliou a cobrança da torcida sobre a comissão técnica.
Reconhecimento de Rogério Ceni sobre o momento
Após a partida, Rogério Ceni admitiu o momento delicado da equipe e disse compreender as vaias da torcida. “O torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar”, afirmou.
O treinador disse que busca soluções diariamente para tentar reverter a fase: “Eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas”. Ceni também reconheceu queda no desempenho técnico e emocional do elenco: “Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave e resgatar o torcedor”.
Histórico do Grupo City e cenário contratual
Responsável pela SAF do Bahia, o Grupo City tem hábito de apostar em projetos de longo prazo e, historicamente, não realiza mudanças imediatas no comando técnico apenas por resultados de curto prazo. Em 2023, por exemplo, Renato Paiva ficou 12 partidas sem vencer antes de pedir demissão do clube.
O conglomerado também mantém treinadores por períodos extensos em outros clubes da rede, como Pep Guardiola no Manchester City e Míchel Sánchez no Girona.
Apesar da pressão, a situação de Ceni tem incerteza. O técnico renovou recentemente seu contrato com o Bahia até dezembro de 2027, e a partida contra o Remo, pela Copa do Brasil, passou a ter peso maior para o futuro próximo da comissão técnica.
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