A torcida do Corinthians marcou para 8 de dezembro uma manifestação no Parque São Jorge, em São Paulo, data da primeira audiência pública sobre a reforma do estatuto do clube. O encontro poderá incluir a proposta da “SAFiel”, modelo de sociedade anônima do futebol que vem sendo defendido por parte dos associados.
O ato é motivado pelo descontentamento com a situação financeira do clube, que acumula dívida próxima de R$ 3 bilhões, segundo dados divulgados pela própria diretoria. Convocações circulam em diversos bairros da capital paulista, conclamando os torcedores a pressionar por mudanças na administração.
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Organizadores enfatizam que o objetivo não é hostilizar jogadores, mas exigir um novo modelo de gestão e o afastamento de dirigentes considerados responsáveis pelo atual cenário.
Exemplos que inspiram os corintianos
Integrantes do movimento citam experiências de outros clubes como referência. Em 2006, cerca de 50 mil torcedores do Bahia lotaram a Praça Castro Alves, em Salvador, para pedir a saída da diretoria. À época, o time estava na Série C e devia aproximadamente R$ 150 milhões; desde então, a agremiação passou por reestruturação e vive situação financeira mais estável.
Outro caso mencionado é o do Racing, da Argentina. Com falência decretada pela Justiça e dívida próxima de R$ 100 milhões, o clube teve as atividades esportivas suspensas, mas a mobilização da torcida lotou o estádio El Cilindro e levou à revogação da decisão. O Racing foi transformado na empresa Blanquiceleste S/A e voltou a disputar títulos nacionais.
Os líderes do protesto corintiano afirmam que a mobilização do dia 8 busca repetir o impacto dessas iniciativas, reunindo a Fiel em torno da aprovação de mudanças estatutárias que permitam a recuperação financeira do clube.


