Torcida campineira intensifica críticas às diretorias após contratações e decisões contestadas. Na Ponte Preta, foi aprovado salário de R$115 mil para Maguinho; no Guarani, torcedores também expressam descontentamento.
O ordenamento do futebol em Campinas volta a ser tema de críticas diante de decisões administrativas que têm desagradado torcedores de Ponte Preta e Guarani. A avaliação dos movimentos de diretoria e das contratações recentes reacende o desapontamento de uma torcida que convive com insatisfação em ambos os clubes.
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No caso da Ponte Preta, a gestão provocou questionamentos ao assumir compromissos salariais considerados elevados para o desempenho apresentado por determinados jogadores. Marco Eberlin, agora vice-presidente da Ponte Preta, autorizou pagamento de salário de R$ 115 mil a Maguinho, lateral-direito cuja atuação é classificada como regular. A contratação tem sido vista por críticos como desproporcional ao rendimento do atleta em campo.
No Guarani, o presidente Rômulo Amaro contraiu um compromisso salarial de R$ 130 mil para o meia Diego Torres. O meia já não demonstrava plena capacidade de penetração com a bola nos pés durante o biênio 2021/2022, quando estava vinculado ao CRB, e suas passagens posteriores por Amazonas, Novorizontino e Vila Nova deixaram como principal ativo a atuação em bola parada. Essa performance foi considerada aquém do valor do contrato assumido pelo clube.
O jogador chegou a receber críticas públicas e, diante da avaliação sobre seu rendimento, o então treinador do Guarani, Élio Sizenando, chegou a colocá-lo como opção no banco de reservas. Antes da contratação, houve manifestação contrária à sua vinda, e o ex-presidente do Guarani, Beto Zini, teria respaldado a posição crítica ao acompanhar partidas por televisão.
Na Ponte Preta, a situação financeira também é foco de preocupação. Agora aparece o presidente Luiz Torrano em entrevista à Rádio Brasil afirmando que o clube precisa contratar um empréstimo de R$ 3 milhões para honrar compromissos assumidos e para fazer planejamento para 2027. A necessidade de recursos expõe limitações na gestão e reforça a cobrança por maior preparo na administração do futebol.
Mesmo com cenário financeiro delicado, houve manifestações de interesse por parte de terceiros, mas a diretoria não se modificou. Representantes de um grupo de oposição e o ex-presidente Marco Chedid chegaram a propor assumir o comando do clube na condição em que ele se encontra, enquanto a dupla Luiz Torrano e Marco Eberlin, presidente e vice respectivamente, mantém resistência a abrir espaço na gestão.
Os episódios recentes reforçam a demanda por mudanças de rumo e por uma administração que alinhe as despesas com os resultados esportivos, buscando reconquistar a confiança das torcidas de Ponte Preta e Guarani.

