Estádio Moisés Lucarelli segue interditado; a Ponte Preta jogará em Indaiatuba enquanto o gramado passa por recuperação. Ingresso a R$100 e deslocamento podem afastar parte da torcida.
Campinas, SP, 15/10/2026 — O rebaixamento não é a única distância que a Ponte Preta terá de enfrentar nesta reta final de temporada. Sem condições de voltar imediatamente ao estádio Moisés Lucarelli, a equipe seguirá mandando partidas em Indaiatuba e terá de lidar com o desafio de manter o torcedor próximo em meio à crise.
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O confronto com o Atlético-GO, nesta sexta-feira (16), às 19h30, está confirmado para o estádio Ítalo Mário Limongi. O Majestoso passa por recuperação do gramado, e as chuvas dificultam o trabalho e a definição de uma data segura para a retomada dos jogos.
Não há confirmação de que a Ponte ficará fora de Campinas até o encerramento do ano. Existe, porém, uma incerteza que se prolonga justamente quando o clube atravessa um de seus momentos esportivos mais difíceis.
O tamanho do afastamento entre clube e torcida pode ser dimensionado pelo público presente na partida contra o Juventude, disputada em 6 de outubro: somente 352 torcedores acompanharam a derrota por 2 a 0 em Indaiatuba. Esse número evidencia que a baixa presença não se explica por um único fator.
Campanha, horário, preço, deslocamento e a perda do vínculo com o estádio habitual podem influenciar a decisão de comparecer ao jogo. A combinação desses fatores impõe uma dificuldade concreta à relação entre clube e arquibancada, que já vinha enfraquecida pela situação esportiva.
Para o encontro com o Atlético-GO foi mantido o ingresso de R$ 100 para a arquibancada descoberta. A cobrança acrescenta uma barreira a quem precisa sair de Campinas para acompanhar um time matematicamente rebaixado. Além do valor do bilhete, o custo da ida ao estádio envolve transporte e tempo, aspectos que alteram rotinas que, no Majestoso, podem fazer parte da vida familiar de gerações.
A Ponte também solicitou a realização do duelo com o Fortaleza, previsto para 24 de outubro, em Indaiatuba. A mudança, contudo, depende de confirmação. A equipe ainda terá o Operário-PR como último adversário em casa na competição, segundo a programação vigente.
A necessidade de preservar e recuperar o gramado é uma questão operacional com impacto esportivo e afetivo: o clube deixa de atuar no espaço em que sua torcida construiu hábitos, referências e uma relação de pertencimento. Não é possível afirmar que o retorno ao Moisés Lucarelli, por si só, mudaria o destino da equipe na Série B, mas a reconstrução exigirá recuperar essa proximidade.
Antes de discutir como voltar a vencer, a Ponte precisa oferecer ao torcedor motivos e condições para voltar a estar presente no estádio.

