O São Paulo vive a maior turbulência institucional de sua história, com dois inquéritos criminais, um processo cível e a destituição do ex-presidente Julio Casares. Diante desse cenário, a diretoria recém-empossada considera prioritário proteger o futebol profissional para evitar que a equipe entre na luta contra o rebaixamento no Campeonato Paulista.
A derrota por 3 a 1 para o Palmeiras, neste domingo (24), acendeu o alerta no clube. O time mostrou consistência apenas nos 30 minutos iniciais do clássico. Antes da partida, o técnico Hernán Crespo já havia mencionado a crise política como fator de desestabilização e cobrou condições para melhorar o rendimento do elenco.
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Novo comando define prioridades
Na última sexta-feira (22), o presidente Harry Massis Júnior, que assumiu o cargo após a saída de Casares, reuniu-se com jornalistas e demonstrou preocupação com possíveis conflitos de agenda entre shows no Morumbis e o mata-mata do Estadual. Embora publicamente confie na equipe, internamente a gestão admite que o primeiro objetivo é afastar qualquer ameaça de rebaixamento.
Recursos e estrutura
A principal medida em estudo é a realocação de verbas e a busca de empréstimos para quitar imediatamente pendências salariais com os atletas. Segundo Massis, essa é uma das prioridades desde que tomou posse.
Outras ações previstas incluem completar a estrutura do departamento de futebol na Barra Funda e minimizar os reflexos da crise institucional no dia a dia do elenco. A contratação de Rafinha como coordenador e a conclusão da reestruturação do departamento médico fazem parte desse pacote.
Meta é isolar crise política
A diretoria pretende criar um ambiente protegido para que Crespo, o executivo Rui Costa e os jogadores possam trabalhar sob cobrança por resultados, sem interferências externas. Para o comando do clube, o atual elenco não justifica risco de queda, e o “título” prioritário em 2026 é conquistar tranquilidade para reorganizar a instituição.


