Sorocaba (SP) – Os cerca de 380 sócios do Esporte Clube São Bento decidirão em 9 de novembro de 2025 se o clube passará a operar como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A assembleia geral será realizada no CT Humberto Reale e exigirá aprovação de dois terços dos sócios adimplentes.
Proposta já assinada
Na semana passada, o clube firmou uma Proposta Vinculante com o Grupo Convocados, representado pela empresa Grafietti César Finance Mtmg Consulting (GCF&MC), liderada pelo economista Cesar Grafietti e pelo empresário Rodolfo Kussarev Júnior. O documento formaliza a intenção de compra e dá início às diligências que avaliarão a situação financeira, jurídica e operacional do São Bento.
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Reuniões de esclarecimento
Antes da votação, estão marcados dois encontros com os sócios adimplentes neste sábado (11), às 9h30 e às 11h, também no CT Humberto Reale. Nessas reuniões, representantes do grupo interessado detalharão o projeto e tirarão dúvidas sobre a constituição da SAF.
Etapas seguintes
Se a proposta for aprovada, o contrato definitivo será assinado e a SAF assumirá imediatamente a gestão do futebol profissional. O clube continuará responsável pelo departamento social, pelas categorias de base — atualmente terceirizadas — e pelo futebol feminino, igualmente terceirizado. A expectativa é de que a nova sociedade passe a administrar as equipes de base a partir do sub-15.
Situação esportiva e histórico de negociações
Enquanto aguarda a decisão, o São Bento está atrasado na formação do elenco para a Série A2 do Campeonato Paulista de 2026. Sem treinador definido, o clube acompanha concorrentes avançando nas contratações, conforme relatou o presidente Almir Laurindo. Em 2025, a equipe foi eliminada pelo São José na fase mata-mata da Copa Paulista e escapou do rebaixamento à Série A3 apenas na última rodada.
Esta é a terceira tentativa recente de venda. Em fevereiro de 2024, o empresário Rubens Takano, da AVS Futebol SAD, interrompeu negociações. Em março do mesmo ano, tratativas com o Flashforward Group também não evoluíram.
O processo de due diligence será fundamental para garantir que a transição ao modelo SAF não prejudique o planejamento para a disputa da Série A2 de 2026.
