Faltando um ano para a eleição presidencial de 2026, o Santos atravessa um ambiente de tensão política. Na semana passada, o presidente Marcelo Teixeira reuniu torcidas organizadas e conselheiros na Vila Belmiro e pediu união para evitar um segundo rebaixamento. Parte da oposição considerou o apelo um aval a problemas não solucionados, como o contrato de Neymar e a dívida crescente com a família do atacante.
No mesmo período, oposicionistas passaram a divulgar um documento com acusações contra o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Akaoui. O texto sustenta que o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo infringe a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe magistrados de ocupar cargos de direção ou administração em associações. Segundo o documento, o Conselho Nacional de Justiça também classifica como incompatível o acúmulo de funções no Judiciário e em entidades esportivas.
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A oposição ainda aponta possível conflito de interesses, porque Akaoui dá aulas na Universidade Santa Cecília, instituição pertencente à família de Marcelo Teixeira.
Com o pleito de 2026 no horizonte, diversos grupos dissidentes tentam se reorganizar. Um deles retomou a proposta de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com participação de um investidor internacional. Durante a gestão de Andrés Rueda, o fundo Qatar Sports Investment (QSI), controlador do Paris Saint-Germain, chegou a negociar com o Santos, e há quem defenda reabrir as conversas.
Nesse contexto, conselheiros estudam levar uma reforma estatutária ao Conselho Deliberativo. Parte da oposição teme que a votação sirva para limitar a entrada de novos agentes e manter no poder dirigentes ligados ao clube há décadas, mesmo que a pauta oficial seja a viabilização da SAF.
Enquanto o debate político avança, o time luta para se afastar da zona de rebaixamento na Série B e conter mais uma crise que ameaça o futuro do clube dentro e fora de campo.
