Três processos ameaçam o Santos com punição no mercado de transferências. As pendências envolvem contratações e rescisão de técnico, que exige R$ 15 mi.
O Santos vive um momento financeiro complicado e enfrenta três processos que podem resultar em um novo transfer ban, caso o clube não quite suas dívidas. O total das pendências supera a marca de R$ 28 milhões.
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As dívidas estão relacionadas às contratações do meia Jean Lucas e do atacante Yusupha Njié, além da rescisão do técnico Pedro Caixinha. A maior dívida remete à saída do treinador português, que buscou o valor integral de sua multa rescisória, fixada em R$ 15 milhões. Caixinha não aceitou negociar um acordo com o clube e se manteve firme em sua posição.
“A escolha de assinar um contrato com um valor tão alto foi feita pelo então CEO do clube, Pedro Martins”, declarou o presidente do Santos, Marcelo Teixeira.
Em setembro do ano passado, o Tribunal de Futebol da FIFA condenou o Santos a pagar 2,3 milhões de euros (aproximadamente R$ 14,7 milhões) ao técnico e sua comissão técnica. O clube recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que ainda não se manifestou sobre a decisão.
A segunda maior dívida do Santos está ligada à contratação de Jean Lucas, que veio do Mônaco, na França, em 2023. O clube ainda não pagou 2 milhões de euros da última parcela da negociação, o que levou a equipe europeia a recorrer à FIFA. Recentemente, o Santos foi condenado a pagar 2,032 milhões de euros (cerca de R$ 12,1 milhões), e assim como no caso de Caixinha, apelou ao CAS, que negou o recurso do clube.
O terceiro caso refere-se à contratação do atacante Yusupha Njié, do Al-Markhiya, do Catar. O Santos deveria ter depositado 350 mil euros pelo empréstimo do jogador, que não chegou a atuar pelo clube, mas não fez o pagamento. O Al-Markhiya também recorreu à FIFA, resultando em uma condenação para o Santos de cerca de 400 mil euros (R$ 2,3 milhões), além de custas processuais. O clube brasileiro também apelou ao CAS e aguarda uma decisão sobre este caso.



