Criado em Cascavel (CE), Sanchez voltou ao Ceará após subir nas categorias de base e celebra a chegada a Porangabuçu. O nome vem de novelas mexicanas e futebol, e ele mantém ligação especial com Dimas.
Sanchez José Vale Costa, de 30 anos, é lateral-esquerdo do Ceará e tem a trajetória marcada pelas raízes em Cascavel (CE), pela origem curiosa do nome e pela relação próxima com um dos personagens históricos do clube. Revelado nas categorias de base do Vovô, Sanchez voltou a vestir a camisa da equipe profissional e conta com orgulho a história que o trouxe até Porangabuçu.
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O jogador explica que a escolha do nome veio de uma mistura entre novelas mexicanas e futebol:
“O meu pai sempre costumava assistir a novelas, sempre gostou muito de novelas. E, na época em que ele estava assistindo, em 1994, 1995, estava uma febre de novela mexicana e, em paralelo, ele também gostava de assistir futebol, sempre jogou futebol e também viu o nome Sanchez em algum jogador do México. E as escolhas da minha mãe para o nome não eram as melhores. Meu pai falou: ‘Olha, vamos fazer o seguinte. A menina você escolhe, o menino deixa comigo, vai ser Sanchez.’ Particularmente, gosto muito do meu nome. Confesso que eu tenho dificuldade até no jogo. Às vezes, naquele aperreio de jogo, sai um ‘Chances’, sai um ‘Chanche’, sai tudo, menos Sanchez, mas faz parte. Isso aí é o de menos.”
Como todo cearense, a história de Sanchez se mistura com as praças da cidade. Foi em Cascavel, conhecida pela Feira de São Bento, que ele deu os primeiros chutes e desenvolveu a paixão pelo futebol. O jogador descreve o início da formação ainda na infância, com treinos caseiros e os primeiros campeonatos locais, quando já se destacava.
“Desde novo sempre joguei futebol. Meu pai me treinava mesmo. Desde os 6, 7 anos, meu pai ficava fazendo fundamento comigo, me treinava mesmo em casa e, principalmente, na pracinha, que a gente tem uma pracinha lá em frente à minha casa, que foi o meu campo de futebol durante toda a minha infância. Participei de vários campeonatos da minha cidade, sempre me destacando por lá. E meu pai, com certeza, via esse meu empenho juntamente com o meu destaque.”
Ele conta que saiu do futsal para o campo na escolinha local e passou a enfrentar clubes maiores nas categorias de base, chamando atenção até que surgiu a oportunidade no CT do Ceará. Naquele treino decisivo, uma sequência de circunstâncias levou o jovem a integrar o time para completar o elenco, marcar gols e consolidar uma relação que se tornaria determinante para a carreira.
“Se eu ficar falando do Dimas aqui, eu vou até me emocionar, porque, para mim, ele é como se fosse um pai aqui (no CT) para mim… E, nesse dia, a gente fez um treino, eu fiquei no treino no time de baixo para completar. Eu acabei fazendo dois gols no time titular do Dimas, que era dois anos até acima do que eu. E, dali em diante, eu tive uma relação maravilhosa com o Dimas.”
Além da relação com o treinador, Sanchez destaca a disciplina que observou e aprendeu. Ele lembra a rigidez e a rotina do ex-treinador, a quem atribui parte do fortalecimento profissional e emocional durante a formação.
“Ele brigava muito comigo. Quem conheceu ele sabe que ele era bem rígido, mas, se tinha uma coisa que a gente tinha em comum, era disciplina… E foi essa minha jornada e, principalmente, aqui com o Dimas. Ele abriu a porta e é como se ele tivesse me colocado embaixo do braço dele e, pelos caminhos que eu estava tendo, ele me deixava errar e me dava apoio para continuar. E, no momento em que eu estava fraco, ele me fortalecia.”
Fora dos campos, Sanchez mantém vínculo forte com a cidade natal e com a fé. Ele se define como um católico consciente, que procura expressar sua crença também por meio do esporte. A trajetória do jogador segue associada àqueles primeiros treinos na pracinha, à presença constante em Cascavel e ao apoio que recebeu para alcançar o futebol profissional.
No contexto atual do clube, menções recentes ressaltam resultados e desafios da equipe, como a vitória sobre o Novorizontino na Arena Castelão e o debate sobre o desempenho defensivo do Ceará na Série B de 2026, com 25 formações em 29 jogos.



