George Russell declarou que a Red Bull continua a utilizar a energia elétrica de forma mais eficiente entre todas as equipes da Fórmula 1, conclusão tirada após a bateria de testes de pré-temporada no Bahrein.
As mudanças técnicas previstas para a temporada de 2026 já começam a influenciar o desenvolvimento dos carros. A nova geração de unidades de potência armazenará uma quantidade maior de energia elétrica, tornando a recuperação e o gerenciamento desse recurso decisivos durante as corridas.
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O piloto da Mercedes destacou que, mesmo com os avanços dos rivais, a escuderia austríaca ainda é o parâmetro do grid. “O sistema deles parece seguir como o melhor. É um mérito e surpreendeu muita gente”, afirmou.
Russell observou, porém, que as equipes abastecidas por motores Mercedes deram um salto desde o primeiro dia de testes. “Essa diferença diminuiu drasticamente”, disse, lembrando que, ao contrário dos seis dias de atividade no Bahrein, a etapa de abertura em Melbourne contará apenas com três horas de treinos livres.
Opiniões divergentes sobre a pilotagem
O novo cenário já provoca discussões. Max Verstappen comparou a experiência a “Fórmula E com esteróides”, enquanto Lando Norris classificou a dinâmica como divertida. Oscar Piastri, da McLaren, explicou que a característica de cada pista influenciará diretamente o grau de economia de energia exigido.
“No Bahrein quase não é preciso fazer tanto lift-and-coast, mas em Melbourne você ficaria sem energia rapidamente se não administrar”, avaliou o australiano. “Jeddah é outro caso: retas longas interligadas por curvas rápidas tornam a recuperação mais difícil.”
Piastri acrescentou que ajustes podem ser feitos antes da largada, mas o controle durante a volta é menor do que em temporadas anteriores. “Melbourne deve parecer bem diferente e será desafiador para todos nós”, concluiu.
Com a primeira corrida marcada para março em Albert Park, equipes e pilotos ainda buscam soluções para equilibrar desempenho e eficiência energética sob o novo regulamento.


