Em grave crise financeira, o presidente Cláudio Bonaldo afirmou que o clube participará da Série A3 em 2027 e segue em busca de investidores. Ele também não descartou uma fusão futura com o Sertãozinho.
Com grave crise financeira, o futuro do Rio Branco-SP voltou a ser tema no Conselho Técnico da Série A3 do Campeonato Paulista, realizado na última terça-feira. Na ocasião, o presidente do clube, Cláudio Bonaldo, se manifestou pela primeira vez sobre as conversas com o Sertãozinho a respeito de uma possível fusão entre as duas agremiações.
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Segundo o dirigente, as negociações chegaram a ocorrer, mas, sem definição até o momento, o Rio Branco vai disputar a Série A3 de 2027. Bonaldo afirmou que o clube segue em busca de investidores e parceiros e não fechou a porta para um acordo no futuro.
“Estou no Conselho da A3, vamos disputar a Série A3. Estamos buscando investidores, parceiros. A conversa existiu. Como não tem nada definido, então vamos disputar A3. Essa é a palavra em 27 de outubro.”
“Conversa sempre vai existir. Não só com o Sertãozinho, mas com outros clubes também.”
Documentos anexados ao processo de recuperação judicial do Rio Branco detalham que o clube avalia ceder sua marca a um parceiro, que assumiria os custos da disputa do torneio do ano que vem. A justificativa apresentada é financeira: as receitas estimadas chegariam, no máximo, a R$ 480 mil, enquanto os custos previstos para a temporada seriam de cerca de R$ 1,8 milhão.
O documento é assinado pelo advogado Régis Villas Bôas Villela, que assumiu a defesa do clube no mês anterior, quando as negociações já estavam em andamento. Villela também é apontado como principal gestor da empresa responsável pelo Sertãozinho e proprietária da vaga do clube na Série A2 do Paulistão.
Em 15 de setembro, Villela e Bonaldo se reuniram na Federação Paulista de Futebol para apresentar o plano de aproximação entre as equipes. A entidade precisa homologar qualquer mudança dessa natureza. Conforme descrito nas conversas, a operação criaria uma situação em que os torcedores veriam um time com o uniforme e o símbolo do Rio Branco, mas, juridicamente, seria outra agremiação.
O modelo discutido previa que o Rio Branco inicialmente cederia seus símbolos — como uniforme e distintivo — para que a empresa pudesse “se vestir” de Rio Branco e disputar a segunda divisão estadual no lugar do Sertãozinho, enquanto o Rio Branco original solicitava licença à Federação Paulista de Futebol. Até o momento, não houve definição final sobre a proposta, que segue entre alternativas estudadas pelo clube.
O Estádio Décio Vitta, em Americana, permanece como a casa do Rio Branco enquanto o clube tenta viabilizar sua participação na temporada e buscar soluções para a crise financeira.
Com informações de ge.

