Na 33ª rodada do Brasileirão, o Remo venceu o Botafogo no Mangueirão após falhas defensivas e um gol cedo. Tite afirmou que o tento inicial condicionou a partida e dificultou a reação alvinegra.
Na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026, o Botafogo foi superado pelo Remo por 2 a 1 no Mangueirão. O resultado foi analisado pelo técnico Tite, que considerou que o gol sofrido no início da partida determinou o rumo do confronto e dificultou a reação da equipe carioca.
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O Remo abriu o placar no primeiro tempo: Jajá aproveitou um erro de Domingos Andrade em cobrança de escanteio e marcou. Na segunda etapa, Picco ampliou para o time da casa em uma trapalhada da defesa alvinegra. Edenilson descontou para o Botafogo, fechando o placar em 2 a 1, mas a equipe não conseguiu buscar o empate.
Tite avaliou o impacto do gol cedo e a dificuldade em traduzir volume de jogo em vantagem no placar.
O jogo foi condicionado principalmente por fazer o gol cedo no primeiro tempo. A gente buscou e estabelece volumes, mas sair atrás de trás uma pressão muito forte. Aconteceu no segundo tempo também. Mesmo fazendo o gol, nós não tivemos a força para buscar o empate
O treinador também comentou sobre oscilações físicas e de rendimento dentro do elenco, citando a entrada de atletas para acelerar o jogo. Segundo a fala de Tite, a sequência de resultados afeta a confiança e interfere na capacidade de finalização e nas ações mais refinadas do time.
Esgotamento não. O que acontece é que, de um jogo para outro, naturalmente, um atleta vai ter um declínio físico. Aí surge a possibilidade de entrar e acelerar o jogo, como foi o caso do Toledo, do Paulinho e do Edenilson. Quando o resultado não vem, isso afeta a confiança e, daqui a pouco, o lance mais refinado, a capacidade de finalização e a entrada no lado oposto acabam se perdendo. Então, mesmo tendo volume de jogo, não conseguimos traduzir isso em gols e virar o jogo.
Com o resultado, o Botafogo manteve os 39 pontos e ocupou a 11ª colocação antes da sequência da rodada. Cinco pontos separavam o time da zona de rebaixamento.
O treinador também detalhou aspectos táticos observados durante a partida, destacando questões relacionadas à amplitude em campo e ao funcionamento do lado direito do Remo.
Fundamentalmente, quando ela (amplitude) chega no último bloco, quando tem esse cruzamento, normalmente você faz um pendulo para o lado da bola. Dependendo do adversário, colocando no último estágio, o jogador vai ter essa possibilidade. Temos que fazer essa pressão anterior.
As movimentações que ele trouxe tinha um atacante mais centralizado, prendia o Telles e tinha a passada do Marcelinho. Aí coloquei o Martins. Como se desenha a jogada desse lado, ele acompanha e a bola estava entrando. Fruto também de uma saída mais adiantada. No segundo tempo a gente corrigiu, colocou volume, mas insuficiente. Não há esse ponto gerador de confiança que me referi na situação anterior que tínhamos conquistado jogando bem contra o Coritiba e contra a Chape vencendo. Se perdeu um pouquinho.
O próximo compromisso do Botafogo seria na quarta-feira, às 21h30, contra o Atlético-MG. Sem vencer como visitante há três meses, o time voltaria a jogar em casa contra o Galo.
Com informações de ge.

