Na quarta (28), o Leão encerrou jejum de três meses ao bater o Botafogo no Mangueirão. Carpini apostou em meio-campo físico e maior solidez defensiva, com Zé Welison recuando na marcação.
O Remo voltou a vencer no Brasileirão. Na última quarta-feira, dia 28, o Leão bateu o Botafogo por 2 a 1, no Mangueirão, pela 33ª rodada, encerrando um jejum de três meses sem vitórias. A equipe apresentou maior solidez defensiva e mais eficiência ofensiva, resultando em um triunfo que ressaltou alterações táticas e a atuação de peças-chave.
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Para o confronto, Thiago Carpini escalou um meio-campo mais físico, com três volantes de pouca vocação ofensiva: Zé Welison, Patrick e Picco. Sem a bola, Zé Welison recuava para compor a linha defensiva, formando uma última linha com cinco jogadores. À frente, quatro atletas ocupavam o meio-campo, com Taliari mais adiantado. O desenho aproximou-se de um 5-4-1, estrutura que dificultou a progressão do Botafogo durante boa parte do primeiro tempo.
A saída de bola também teve papel importante: Zé Welison ajudava na recomposição para agilizar a transição, enquanto o time buscava avançar de forma mais direta, com passes de médio e longo alcance. Nessa dinâmica, Marcelinho foi uma válvula de escape pelo lado direito e participou diretamente da construção do primeiro gol, em uma sequência que contou com insistência e falha da defesa adversária.
Foram necessários dois cruzamentos de Marcelinho para a bola chegar a Jajá, que aproveitou a oportunidade e marcou seu nono gol com a camisa azulina. O primeiro tempo do Remo foi sólido: a equipe controlou espaços e praticamente não permitiu finalizações do Botafogo na direção do gol.
“Aconteça o que acontecer, vamos fazer tudo para melhorar a imagem do Remo”
— Picco
Logo no início do segundo tempo, Picco ampliou a vantagem com um golaço. O volante argentino teve participação significativa também sem a bola, registrando 14 ações defensivas na partida, desempenho que reforçou sua importância no equilíbrio da equipe.
Com dois gols de vantagem, o Remo recuou e passou a sofrer mais com a pressão do Botafogo, que explorou cruzamentos e levou perigo com bolas aéreas na área de Marcelo Rangel. Em uma dessas jogadas, Edenilson cabeceou para diminuir o placar, mas o Leão conseguiu limitar as chances mais perigosas e sustentou o resultado até o apito final.
A vitória também refletiu melhora na eficiência nas finalizações, déficit observado em partidas anteriores. O triunfo premia o trabalho de Carpini e serve para renovar a confiança do elenco, mas a permanência na Série A permanece um desafio significativo. Uma vitória isolada não resolve a situação na tabela, porém o desempenho no Mangueirão mostrou que o Remo pode competir e somar pontos importantes nas próximas rodadas.
Com informações de ge.

